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Conflito na Europa: EUA apelam à Rússia para retirar as forças da Ucrânia

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TROPAS RUSSAS UCRNIA
Intenso movimento de tropas e veículos militares do Exército russo em posto de fronteira com a Crimeia, região da Ucrânia de maioria russa, neste sábado, 1º de março. | REUTERS/Baz Ratner

WASHINGTON (AP ) - O presidente Barack Obama pediu ao presidente russo Vladimir Putin neste sábado, 1º de março, para reduzir as tensões na Ucrânia, levar suas forças de volta para as bases russas na região da Crimeia e se abster de qualquer interferência em outros lugares na Ucrânia.

A Casa Branca diz que Obama deu o recado a Putin durante uma conversa telefônica de 90 minutos.

Mas o pedido de Obama parece improvável de ser concedido. O Kremlin disse que Putin enfatizou a Obama que existem ameaças reais à vida e à saúde dos cidadãos russos que vivem na Ucrânia e que a Rússia tem o direito de proteger os seus interesses naquela região.

As tropas russas tomaram a Crimeia, região ucraniana de maioria russa no sábado, após o Parlamento em Moscou autorizar Putin a enviar tropas para a Ucrânia.

O governo recém-instalado na Ucrânia foi impotente para reagir à propagação das tropas russas.

"O presidente Obama expressou sua profunda preocupação com a clara violação da soberania e da integridade territorial da Ucrânia pela Rússia", disse a Casa Branca na tarde de sábado em um comunicado, chamando as ações da Rússia de uma violação do direito internacional, incluindo as obrigações da Rússia sob a Carta da ONU e do acordo militar com a Ucrânia.

"Os Estados Unidos condenam a intervenção militar da Rússia em território ucraniano ", disse o comunicado.

Um comunicado do Kremlin disse que Putin enfatizou a Obama a existência de "ameaças reais" para a vida e a saúde dos cidadãos russos e compatriotas que estão em território ucraniano .

"Vladimir Putin ressaltou que, no caso de uma maior disseminação da violência em regiões do leste (da Ucrânia ) e na Crimeia, a Rússia se mantém o direito de proteger os seus interesses e os da população de língua russa que vive lá", disse o comunicado do Kremlin.

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