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A última mensagem do avião desaparecido da Malásia: "tudo bem"

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Foi revelada nesta quarta-feira (12) a última comunicação do avião desaparecido da Malásia que se tem notícia. A mensagem indica que tudo corria bem até o momento.

"Tudo bem, entendido" foi a última mensagem de rádio enviada pelo comando da aeronave. Hoje é o quinto dia de buscas.

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Enquanto isso, o mistério acerca do sumiço do avião fica ainda mais confuso. Nesta quarta-feira, o chefe da Força Aérea da Malásia Rodzali Daud negou a informação divulgada anteriormente pelas Forças Armadas do país de que os militares monitoraram pela última vez um avião desaparecido sobre o Estreito de Malaca, distante do local onde a aeronave fez o último contato com o controle aéreo civil antes de desaparecer há quatro dias.

Porém, o próprio Daud afirmou que um radar militar da Malásia detectou o que pode ter sido o avião desaparecido desde sábado em uma área no Estreito de Malaca, a centenas de quilômetros do local onde o avião desapareceu das telas de controle do tráfego aérea, cerca de 45 minutos após o avião com 239 pessoas a bordo ter sumido das telas de controle do tráfego aéreo entre a costa leste da Malásia e o Vietnã.

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Já os militares da Malásia acreditam que o avião desaparecido há quase quatro dias voou centenas de quilômetros para o oeste depois de ter feito o último contato com o controle civil de tráfego aéreo na costa leste do país. Em um dos mistérios mais intrigantes da história recente da aviação, uma grande operação de busca para do Boeing 777-200ER da Malaysia Airlines MASM.KL até agora não encontrou nenhum vestígio da aeronave ou dos 239 passageiros e tripulantes.

Enquanto isso, a China e o Vietnã reclamaram nesta quarta-feira da lentidão no processo de investigação do desaparecimento do voo da Malaysia Airlines. Os dois países alegam que o governo da Malásia está com dificuldades em coordenar os esforços nas buscas.

Por isso, o Vietnã anunciou hoje que vai reduzir as operações de busca. "Ainda temos planos de procurar com alguns voos hoje, mas outras atividades estão suspensas", disse a repórteres o vice-ministro do Transporte, Pham Quy Tieu, que lidera a busca vietnamita.

Ao todo, dez países estão ajudando a Malásia a varrer os mares ao redor da Malásia - Austrália, China, Estados Unidos, Filipinas, Índia, Indonésia, Nova Zelândia, Cingapura, Tailândia e Vietnã.

No total, 56 navios de superfície estão fazendo pesquisas na região e outras 30 aeronaves sobrevoam o território entre a Malásia e o Vietnã.

Hoje, o ministro dos Transportes da Malásia, Hishamuddin Hussein, voltou a ressaltar que ainda não há novidades e nenhum sinal da aeronave. A autoridade do governo malasiano advertiu que as buscas podem se prolongar por um tempo indeterminado. "Vai ser longo e arrastado", previu o ministro durante entrevista ao jornal Wall Street Journal.

A avaliação das autoridades aumenta a tensão e a cautela sobre como as investigações estão sendo conduzidas. A China é especialmente prejudicada. Mais de 150 passageiros a bordo do voo eram chineses. Familiares reclamam que os representantes da companhia aérea não repassam informações atualizadas sobre as buscas.

Nesses cinco dias de desaparecimento, várias pistas falsas e relatórios conflitantes foram divulgados. Hoje pela manhã, um objeto não identificado foi localizado no Estreito de Malaca, mas ainda não há confirmações sobre a autenticidade do objeto.

Alguns especialistas começaram a apostar na hipótese de um possível suicídio do piloto, mas as autoridades malasianas descartam a ideia de envolvimento da tripulação no caso.

Analistas em aviação explicam que a ausência de um sinal eletrônico antes do desaparecimento dificultam as previsões sobre a localização da aeronave. Além disso, há indícios no radar que sugerem que o Boeing 777 possa ter tentado retornar a Kuala Lumpur antes da perda de contato. Essa informação provocou uma ampliação da área de busca, que já era considerada desafiadora.

Para intensificar o processo de busca, o governo malasiano pediu ajuda à Índia na tentativa de ampliar a área de busca na região do Mar de Andaman, ao norte do Estreito de Malaca. Os navios indianos fazem patrulhas frequentes nessa região e pode ajudar a encontrar possíveis pistas sobre o desaparecimento.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)