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Avião desaparecido da Malásia: dados de simulador de voo do piloto foram apagados

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BUSCA AVIO
Foto liberada pela Marinha americana mostra avião que participa de buscas por Boeing desaparecido | AP

Os investigadores da Malásia anunciaram nesta quarta-feira que alguns dados do simulador de voo do piloto Zaharie Ahmad Shah, que estava no comando do Malaysia Ailines 370, foram apagados.

"Alguns dados foram deletados do simulador. Os nossos esforços agora são para recuperar essas informações", disse Hishammuddin Hussein, ministro da Defesa.

Leia também: As histórias das vidas a bordo do avião

O simulador de voo foi recuperado na casa do piloto durante o último fim de semana, como parte da investigação policial. Todos os tripulantes e funcionários da companhia que estavam envolvidos com o voo 370 estão sendo investigados. Até que haja provas concretas, segundo o ministro, toda a tripulação e passageiros são considerados inocentes.

O registro dos dados de Zaharie no simulador foram deletados no último dia 3 de fevereiro. O chefe de polícia da Malásia, Khalid Abu Bakar, não comentou se a exclusão desses arquivos pode ser considerada suspeita.

Por fim, o ministro malasiano negou as últimas informações sobre a possibilidade de o avião ter sido avistado nas Maldivas. As pistas foram investigadas, mas descartadas pelos investigadores. A polícia considera as possibilidades de sequestro, sabotagem, terrorismo ou questões relacionadas à saúde mental dos pilotos ou de outras pessoas a bordo.

Tailândia

Dez dias após o sumiço do avião desaparecido da Malásia, as Forças Armadas da Tailândia disseram na terça-feira (18) que um radar militar detectou um avião que pode ser o Boeing 777 da Malaysia Airlines.

As marcações no radar ocorreram alguns minutos depois que os sistemas de comunicação da aeronave pararam de funcionar. As autoridades disseram não ter compartilhado a informação com a Malásia mais cedo porque não haviam "prestado atenção a isso".

Oficiais das Forças Armadas tailandesas disseram ter detectado em radar um avião não identificado, possivelmente o Boeing desaparecido, voando em direção ao Estreito de Malaca minutos depois de o sinal do transponder do avião ter sido perdido.

O porta-voz da Força Aérea tailandesa, vice-marechal do ar Montol Suchookorn, disse que os militares do país ainda não sabem se o avião detectado é de fato o da Malaysia Airlines. A falha da Tailândia em compartilhar rapidamente informações pode não alterar substancialmente o que as autoridades malaias já sabem, mas levanta perguntas sobre em que nível alguns países estão compartilhando seus dados de defesa.

Um grupo de 26 países, incluindo a Tailândia, está procurando o avião que desapareceu no dia 8 de março, com 239 pessoas a bordo, quando fazia o voo MH370 de Kuala Lumpur a Pequim. Equipes de busca estão varrendo dois arcos gigantes cuja área combinada equivale ao tamanho da Austrália, metade desse território nos mares remotos do sul do Oceano Índico.

O voo MH370 partiu de Kuala Lumpur às 0h40 (horário local) em 8 de março e o transponder do avião, que permite aos controladores de tráfego aéreo identificar e acompanhar o trajeto, interrompeu as comunicações à 1h20. Montol salientou que à 1h28, o radar militar tailandês "conseguiu detectar um sinal, que não era um sinal normal, de um avião voando na direção oposta à do voo MH370" rumo a Kuala Lumpur. Mais tarde, o avião virou para a direita, na direção de Butterworth, cidade malaia ao longo do Estreito de Malaca. O sinal apareceu no radar com pouca frequência e não incluía dados como o número do voo.

Quando questionado sobre por que a Tailândia levou tanto tempo para divulgar a informação, Montol afirmou: "Porque nós não prestamos nenhuma atenção a ele. A Real Força Aérea da Tailândia só cuida de ameaças contra nosso país". Ele disse que o avião nunca entrou no espaço aéreo tailandês e que o pedido malaio inicial de informações, nos primeiros dias de busca, não era específico. "Quando pediram de novo e havia novas informações e suposições do primeiro-ministro (da Malásia) Najib Razak, demos uma olhada em nossas informações mais uma vez", disse Montol. "Não demorou muito para encontrarmos, embora tenham sido necessários alguns especialistas para descobri-lo."
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