Huffpost Brazil

Novo ataque do site Tio Astolfo contra alunas da USP faz ministro da Educação se pronunciar

Publicado: Atualizado:
JANINE ASTOLFO
Site com conteúdo preconceituoso segue no ar e autor ironiza os seus críticos | Montagem/Reprodução e Facebook
Imprimir

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, declarou o seu apoio às estudantes da Universidade de São Paulo (USP) nesta quinta-feira (13). O motivo envolveu as novas postagens de um site que pregam a apologia ao estupro contra alunas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH).

Janine transcreveu uma mensagem do professor Sergio Adorno, diretor da faculdade, no qual ele afirma já ter registrado ocorrência contra o blog Tio Astolfo, já denunciado anteriormente por postagens misóginas, machistas, racistas e até de cunho nazista.

“Os fatos são extremamente graves. Ofendem a dignidade de todas as mulheres e também de todos os homens que compartilham valores fundamentais de respeito aos direitos humanos. Disseminam imagens depreciativas dos corpos constitutivos desta Faculdade - alunos e alunas, os e as docentes, funcionários e funcionárias além de todos os cidadãos e cidadãs que reconhecem esta Universidade como centro de excelência”, pontuou Adorno.

Meu apoio às alunas da minha faculdade na USP, sordidamente atacadas por um site indecente, e ao diretor Sergio Adorno,...

Posted by Renato Janine Ribeiro on Quinta, 13 de agosto de 2015


No mês passado, um jovem apontado como dono da página negou a autoriza e apontou Marcelo Valle Silveira Melo como o verdadeiro responsável. Esse nome é um velho conhecido das autoridades. Melo é um jovem de classe média de Brasília que, em 2012, já foi condenado por vários crimes na internet. Na rede, ele é um conhecido ‘pregador do ódio’, segundo reportagem da revista Veja de 23 de março de 2012. Em 2013, o Correio Braziliense informou que ele foi condenado pela Justiça. O Brasil Post não conseguiu localizá-lo.

Apesar das acusações e do conteúdo polêmico, a página segue no ar e o seu autor ironiza.

print

print

Autor do site tirou sarro de quem quer tirá-lo do ar (Reprodução)

Além da postagem contra alunas da USP, há outras que exaltam crimes como a pedofilia e a homofobia.

print

print

Apoio a outros crimes segue sendo feito na página (Reprodução)

Crimes e violações de direitos humanos na internet podem ser denunciados à Polícia Federal, que possui uma página para receber relatos, e ao Ministério Público de cada Estado, em suas páginas oficiais na rede.

Caso semelhante no RS

Um jovem gaúcho chamado Gustavo Guerra Rizzotto também ganhou notoriedade ao criar uma página no Facebook intitulada ‘Eu não mereço mulher preta’. A página acabou deletada várias vezes pela rede social, em razão do seu conteúdo racista. Em vídeos no YouTube, o rapaz, natural de Caxias do Sul (RS), se dizia ‘nazista’ e pregava o estupro de mulheres.

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS:


LEIA TAMBÉM

- Página no Facebook, Senzala Maneira defende legalização do estupro e anuncia 'venda' de crianças africanas

- Pichações racistas nos banheiros da Unesp serão investigadas

- Quanto mais se nega a existência de racismo, mais ele se propaga, diz ministra

- 'Agora já sei por que as baianas usam turbante', diz médica de SP ao criticar água da Bahia

Também no HuffPost Brasil

Close
maju
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual

Sugira uma correção