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5 'road trips' para não querer voltar das férias

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Viajar de carro tem muitas vantagens, mas a principal é a liberdade! Não apenas para a escolha e o tempo de duração dos roteiros, mas também pelas surpresas que podemos encontrar pelo caminho. Um pequeno desvio em uma estrada pode revelar o melhor da viagem de forma totalmente inesperada.

Mas, atenção! Até a viagem mais aventureira requer planejamento. Antes de colocar a mão no volante, pesquise locais, hospedagens, condições das estradas e do clima e, dependendo do destino, os requisitos e documentos necessários para dirigir nos países. Duas dicas preciosas que valem para qualquer viajante: leve um GPS e mantenha o carro sempre abastecido.

Conheça na sequência roteiros em que o tédio passa longe e as recompensas valem a viagem - para não querer nem mais voltar ;)

pacific coast highway

Pacific Coast Highway (Estados Unidos)

A Califórnia oferece praias (e surfe, claro), vinhos, parques nacionais e grandes centros urbanos. A Highway 1, mais conhecida como Pacific Coast Highway, que sai de São Francisco e segue até Los Angeles, tem longos trechos sem edificações, com muitas vistas panorâmicas. Aproveite as dunas e as falésias para uma sessão de fotos. Vale parar em Monterey para uma visita ao aquário local, o Monterey Bay Aquarium, na área portuária de Cannery Row. Ele exibe de lontras a invertebrados de todos os tipos. Os 60 quilômetros entre Monterey e Carmel são os melhores, pela 17-Mile Drive, estrada que corta um condomínio fechado com paisagismo incrível, e a Scenic Drive, uma avenida à beira-mar que convida a uma caminhada. Logo depois, a famosa Big Sur, com trechos de natureza intocada. Se a ideia é fazer compras, uma opção pode ser o Camarillo Premium Outlets, localizado entre Santa Bárbara e Los Angeles e cheio de marcas famosas.

Quando ir: o ano todo. Mas, no inverno, chove e venta muito, o que pode atrapalhar os passeios. O verão do Hemisfério Norte é garantia de belos dias de sol, mas também de estradas movimentadas. Se a ideia é manter distância da agitação, uma boa época é a primavera (de março a maio)

Duração: de sete a dez dias

Dica: a viagem deve ser feita de São Francisco em direção a Los Angeles, e não no sentido contrário, pois assim você viaja com a vista dos mirantes. Aproveite para planejar escapadas para o Yosemite Park e o Grand Canyon, mas prepare-se para pernoitar próximo a esses lugares, pois as distâncias são longas

riosantos

Rio-Santos (Brasil)

Percorrer o litoral do Brasil de carro começa com um pequeno desafio: escolher para onde ir. A costa brasileira oferece, em seus mais de 7 400 quilômetros de extensão, uma infinidade de roteiros, que podem atender desde os caçadores de praias virgens até os fãs de agito. Mas a estrada que liga o Rio de Janeiro a Santos (SP), com seus 457 quilômetros, é considerada uma das mais bonitas do nosso litoral. Oferece ilhas, praias, comidas típicas e artesanato. Somente em Ubatuba são 11 ilhas e 78 praias, com grande variedade geológica e oceanográfica. A alta temporada é o verão, claro, mas os meses de março e abril apresentam menos chuvas, e podem ser uma época menos concorrida e mais agradável para o roteiro.

O viajante pode começar pelo litoral fluminense ou pelo paulista. O importante é aproveitar o caminho, que percorre cidades como Guarujá, Bertioga, São Sebastião, Caraguatatuba e Paraty. O trecho paulista tem a bela vista da Serra do Mar, com direito ao Núcleo Santa Virgínia, uma unidade de conservação que traz largos trechos de Mata Atlântica preservada. A visita e a caminhada por uma de suas seis trilhas (que vão de 5 700 a 17 mil metros) devem ser agendadas previamente por telefone ou e-mail. Também é possível fazer uma aula de mergulho ou saltar de parapente em Caraguatatuba.

Já no trecho do Rio de Janeiro, vale dedicar ao menos dois dias para uma parada em Ilha Grande, acessível apenas de balsa (o carro deve ser deixado em um estacionamento), a partir de Angra dos Reis, Mangaratiba ou Paraty. A bucólica Trindade também pede ao menos uma noite de estadia.

Quando ir: o inverno costuma ter céu fechado na região, o que prejudica um pouco a paisagem, mas é justo dizer que qualquer época do ano é boa para a viagem

Duração: no mínimo dois dias

Dicas: dê preferência para viagens durante o dia, por conta do trajeto repleto de curvas, e também para apreciar a paisagem. Pesquise com antecedência a disponibilidade dos hotéis, especialmente no verão, quando as praias ficam mais movimentadas, e no período de realização da Feira Literária de Paraty, que acontece no inverno

toscana

Toscana (Itália)

Viajantes sem pressa encontram na Toscana, região central da Itália, um mundo de atrativos. É lá que estão localizadas cidades como Florença, Arezzo, Assis, Lucca, Siena e Pisa, alguns dos cartões-postais do país. De carro, você pode percorrer vinhedos, campos de girassóis, pequenos povoados cercados por antigas muralhas, fazendas e ainda ter uma vista magnífica da estrada. Para entrar no clima bucólico, uma boa dica é se hospedar nas cidades menores ou no campo, em casas de moradores transformadas em agriturismo, como a Podere Felceto, da brasileira Jussara Del Mastio (www.casanatoscana.com.br).

Exemplo de cidade pequena para se hospedar, Sassofortino tem cerca de 1 mil habitantes e mal aparece no mapa. Mas possui roteiros de charme, como a vinícola Valdonica, que também oferece hospedagem. Vinhos são um dos grandes atrativos da Toscana, que produz o mítico Brunello di Montalcino, exclusivo da região.

O passeio pode começar em Florença ou em Siena. A primeira opção oferece mais atrativos turísticos, valendo pelo menos dois ou três pernoites. San Gimignano, com suas muitas torres, é uma cidade imperdível, mas os museus de Volterra também pedem tempo para apreciação.

Quando ir: entre maio e setembro, quando há mais horas de luz solar

Duração: de sete a dez dias

Dicas: não tenha receio de escapar das movimentadas autopistas e entrar nas estradinhas vicinais. Além de mais tranquilas, elas são muito bonitas, com suas curvas acentuadas. Todas têm jeito provinciano e cara de cenário de filme. Experimente passar uma noite em uma das várias vinícolas pelo caminho

santiago mendoza

Santiago – Mendoza (Chile – Argentina)

Cruzar o Chile em direção à Argentina pode ser uma viagem emocionante. Com uma impressionante vista da Cordilheira dos Andes, o trajeto entre a capital chilena e a “capital argentina do vinho” é de encher os olhos. Há paisagens áridas, montanhas cobertas de neve, pequenas cachoeiras provocadas pelo degelo dos cumes e lindas áreas verdes. Quando realizado no inverno, esse trajeto reserva uma parada especial: a estação de esqui de Portillo, uma das mais antigas do Hemisfério Sul, com opção de esqui por um dia e gastronomia de alto padrão. A duração da viagem depende do quanto você quer aproveitar o passeio: os 370 quilômetros de distância podem ser percorridos de um dia a uma semana.

Poucos minutos após deixar a zona urbana de Santiago, começa a primeira paisagem notável. Cuenca de Chacabuco é uma região rochosa que abriga cidadezinhas cheias de atrativos históricos, como San Felipe e seu bairro Almendral. Mais à frente, há as Termas de Jahuel, a 1 200 quilômetros de altitude.

Depois de passar pela aduana argentina (o que deve levar cerca de uma hora), há o Parque Nacional de Aconcágua, que pede uma visita mais longa para caminhar por suas trilhas (embora existam trilhas curtas também). Depois é possível seguir direto até Mendoza, com a paisagem mais seca e com menos neve, ou fazer uma parada no charmoso vilarejo de Uspallata, que, além de belas formações rochosas, oferece diversas alternativas de turismo de aventura e outra estação de esqui, Los Penitentes. Nos dois países, há lagos com mirantes que permitem vistas incríveis.

Quando ir: se não quiser pegar muito frio no Chile, evite fazer o passeio entre maio e setembro, quando as temperaturas podem chegar a 5 graus negativos. No inverno, informe-se sobre a ocorrência de nevascas, que podem fechar trechos das estradas

Duração: em média, seis dias

Dicas: vá preparado para enfrentar a aduana na fronteira entre o Chile e a Argentina, processo que pode ser um pouco demorado. Será preciso apresentar documentos e pagar uma taxa para seguir viagem. Uma medida que deve ser tomada antecipadamente é solicitar à locadora de veículo a permissão para atravessar a fronteira. O documento não é emitido na hora, e é importante tê-lo pronto antes de sua chegada. O uso de correntes nas rodas é obrigatório no inverno, mas nem todas as locadoras de veículo oferecem as correntes. Informe-se com antecedência

provence

Provença (França)

Por mais que Paris seja encantadora, a capital não é o único atrativo da França. O interior do país, destino preferido dos franceses no verão, também é sedutor. Há ruínas, edificações centenárias preservadas, além de pitorescas aldeias construídas sobre penhascos, e uma grande variedade de cores naturais que inspirou artistas como Vincent Van Gogh, Henry Matisse, Pablo Picasso e Paul Cézanne.

Luberon, um parque nacional que abriga vilarejos tombados, é um bom ponto de partida. Oferece muitos passeios agradáveis pelas estradinhas vicinais e excelentes lugares de hospedagem. Os campos de lavanda tomam conta da paisagem, principalmente em direção a Manosque. A “rota da lavanda” traz, ainda, o belo lago Sainte-Croix e, no caminho, há produtores de iguarias locais como tapenades, mel de lavanda e calisson d’Aix (doce suave à base de pasta de amêndoa e compota de laranja e melão). Se for por Aix-en-Provence, passe por dentro da cidade para visitar o cours Mirabeau, tida pelos franceses como “a rua mais bonita da França”.

Marselha pode ser o ponto final da viagem, mas não deixe de passar pelas cidades romanas de Nimes e Aires antes e, se der tempo, estender até Gorges du Verdon, um parque nacional em que um desfiladeiro emoldura águas de cor turquesa, que vêm do degelo dos Alpes, e nas quais é possível nadar.

Quando ir: entre fim de maio e meados de setembro, quando as cores da paisagem estão mais vivas, e as chuvas são menos frequentes. Mas, em agosto, é alta temporada, e as estradas podem ficar congestionadas

Duração: quatro a dez dias, mas há os slow travelers, que fazem em até 20

Dicas: como a Toscana, o sul da França tem muitas estradinhas secundárias convidativas, onde você sempre encontrará um castelo ou um bom produtor local de vinho, queijos, compotas e patês. Se for durante o verão, nem pense em estender para a Côte d’Azur: o trânsito é impraticável na alta temporada

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