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Brasil faz parceria com universidade dos EUA para desenvolver vacina contra zika vírus em um ano

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Mario Tama via Getty Images
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O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (11) que fechou uma parceria com a Universidade do Texas para desenvolver uma vacina contra o zika vírus. De acordo com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, ela pode ficar pronta em aproximadamente um ano.

A parceria entre os Estados Unidos e o Instituto Evandro Chagas prevê um investimento de mais de US$ 1,9 milhão nos próximos cinco anos, além da criação de um comitê de coordenação que irá se reunir para analisar progressos e resultados com pesquisas sobre o vírus, com participação de outros outros organismos internacionais, como a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo Marcelo Castro, a epidemia do vírus é o "maior problema do Brasil" e o governo federal não vai poupar esforços para combatê-lo. "Não faltarão recursos para combater a epidemia de Zika no País."

Além do desenvolvimento da vacina, o Ministério está distribuindo mais de 100 mil kits de detecção do zika em todos os estados. "Temos 24 laboratórios capacitados para realizar o teste de zika durante o período de viremia", disse Castro, acrescentando que o plano de combate ao zika está dividido em três eixos: mobilização e combate ao mosquito, atendimento às pessoas e desenvolvimento tecnológico e pesquisa.

Zika e a microcefalia

Para o ministério da Saúde, existe uma correlação entre o zika e a microcefalia. "Não temos dúvida sobre a casualidade do zika e microcefalia. Ano passado, tivemos epidemia de zika e, sete meses depois, tivemos um surto de microcefalia. Onde há mais casos de zika, há mais casos de microcefalia. Onde há menos casos de zika, há menos casos de microcefalia. Então há uma correlação", disse o ministro da Saúde.

Segundo Castro, agora é preciso verificar se o zika vírus é a única causa necessária e suficiente da má-formação do cérebro. "Não temos dúvida de que o zika vírus causa microcefalia, mas há outras hipóteses que serão comprovadas, se outros fatores também influenciam."

O Ministério também estabeleceu uma parceria com o Centro de Controle de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC). Cerca de 15 técnicos do Centro estão em Pernambuco para estudar a relação entre o zika e a microcefalia. "Nos próximos dia, será iniciada a segunda parceria com o CDC para investigar outras relações que podem estar associadas à microcefalia."

Na última quarta-feira, três novos estudos divulgados reforçam as evidências de que a epidemia de zika pode estar associada ao surto de casos de bebês nascidos com microcefalia no Brasil. Os trabalhos da Eslovênia, dos Estados Unidos e do Brasil identificaram a presença do vírus no cérebro de bebês com microcefalia.

LEIA MAIS:

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- Ministério da Saúde confirma a 3ª morte por zika e amplia dúvidas sobre alcance do vírus

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