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O lirismo de Michel Temer, o 'vice poeta', em 10 versos de seu livro de poesia

Publicado: Atualizado:
MICHEL TEMER
Ueslei Marcelino / Reuters
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É possível dizer que Michel Temer (PMDB) é um sujeito apegado à escrita.

"Verba volant, scripta manent" (As palavras voam, os escritos permanecem) já diria o vice-presidente no início da carta-desabafo enviada a Dilma Rousseff em dezembro do ano passado, poucos dias após a abertura do processo de impeachment da presidente.

Muito antes da famosa carta, em que diz se sentir um “vice-decorativo”, Temer resolveu se aventurar no universo literário com a publicação do livro de poemas “Anônima Identidade” (Topbooks, 2012).

A obra, segundo o próprio Temer, foi toda escrita em guardanapos de papel durante as idas e vindas de avião entre São Paulo (SP), seu reduto eleitoral, e Brasília (DF), na época em que cumpria seu sexto mandato na Câmara dos Deputados.

Apesar do livro ter sido escrito em outro momento histórico, alguns leitores podem encontrar nos versos paralelos com o cenário atual — no qual o vice já articula o esboço de um eventual governo, antes mesmo da decisão do Senado no processo de impeachment.

Navegue pelas imagens e veja alguns dos versos de Temer.

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