Huffpost Brazil

Chega de pagar o pato? Temer sonda presidente da Fiesp e Henrique Meirelles

Publicado: Atualizado:
SKAF TEMER E MEIRELLES
Paulo Skaf, Michel Temer e Henrique Meirelles: a costura de um novo governo | Montagem/Fotos Públicas
Imprimir

Antes mesmo do Senado decidir se a presidente Dilma Rousseff deve ser afastada, o que está previsto para o próximo dia 12, o vice Michel Temer já articula a formação do novo governo. Na manhã deste domingo (24), ele recebeu o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

A Fiesp promoveu a campanha "Chega de pagar o pato", símbolo do impeachment de Dilma. A federação não revela o valor da campanha, financiada em parte com recursos públicos.

Skaf disse que Temer concorda com ele na visão de que não é preciso aumentar impostos, seja a CPMF ou qualquer outro, para fechar as contas públicas. Skaf se reuniu com vice no Palácio do Jaburu por quase seis horas e meia e saiu afirmando que "em hipótese alguma" apoiará em um eventual governo Temer o aumento da carga tributária.

"Acreditamos e sabemos que é possível acertar as contas do governo pelo lado das despesas, reduzindo o desperdício e melhorando a gestão", afirmou.

Skaf disse ter apresentado ao vice a situação grave pela qual passa a economia brasileira, com o fechamento das indústrias e do comércio e o aumento do desemprego. Para ele, o aumento da arrecadação se dará "naturalmente" com a retomada do crescimento. "Não é possível sacrificar as empresas e as famílias neste momento", destacou.

O presidente da Fiesp afirmou não ter discutido com Temer sobre nomes de um eventual governo. Skaf é cotado para assumir um dos ministérios em uma gestão Temer.

Temer tem realizado reuniões com aliados para definir a equipe que assumirá o governo caso o afastamento temporário da presidente seja aprovado pelo Senado.

No sábado, em meio a protestos em frente ao Palácio do Jaburu, ele recebeu o ex-ministro das Cidades e o presidente do PSD, Gilberto Kassab, além do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, cotado para assumir o Ministério da Fazenda.

Ao deixar a residência oficial do vice-presidente, Meirelles foi questionado se assumiria um ministério, caso a presidente fosse afastada, e respondeu que “não trabalho com hipóteses".

Ele acrescentou, no entanto, que está disposto a aconselhar Temer, como sempre fez.

Protestos

Um grupo de cerca de 150 pessoas fez um protesto em frente à residência oficial do vice-presidente da República. O movimento, intitulado "Escracho contra Temer", teve o objetivo, segundo os organizadores, de denunciar o "golpe" que vem sendo articulado pelo vice-presidente e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), contra a democracia e a presidente Dilma Rousseff. Na entrada do Jaburu, eles escreveram "QG do Golpe”.

LEIA TAMBÉM:

- O lirismo de Michel Temer, o 'vice poeta', em 10 versos de seu livro de poesia

- Serra sobre PSDB no governo Temer: 'Seria bizarro ajudar no impeachment e fugir'

- 'Uma mulher honesta está sendo tirada do cargo por um gângster', acusa Jean Wyllys

Mais no HuffPost Brasil:

Close
Frases de impacto sobre o impeachment
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual

Sugira uma correção