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Daiana Garbin: 'A minha vergonha não pode ser maior do que a minha coragem'

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"Tenho 34 anos e desde os 5 odeio meu corpo. Eu me olho no espelho todos os dias e me sinto gorda, já fiz as maiores loucuras que vocês podem imaginar para emagrecer. [...] E não estou sozinha."

A frase acima é da jornalista Daiana Garbin.

De forma inesperada, ela pediu demissão da Rede Globo na última semana para se dedicar inteiramente a um canal no YouTube, batizado de "Eu Vejo".

Já em seu primeiro vídeo, lançado neste sábado (23), ela revela que, desde os 5 anos, sofre com transtornos alimentares desde devido à Síndrome da Distorção da Imagem, ou Dismorfobia.

Ou seja, Daiana não consegue se enxergar, de fato, como realmente é.

E aí o nome do canal faz todo sentido para quem está assistindo.

Ela explica que a sua ideia é abordar assuntos que não fazem parte do dia a dia das pessoas ou que são evitados por despertar angústias, revelar fragilidades ou até mesmo envergonhar quem sofre com eles.

E a Dismorfobia é um deles.

Segundo Daiana, a ideia é criar um ambiente de empatia e trazer à tona algo que várias mulheres vivem, mas não se sentem seguras para falar sobre.

Em um trecho, ela diz:

"Quando você olha no espelho, você gosta daquela imagem refletida que você enxerga?
Você se ama? Você ama o seu corpo?

Você olha no espelho e fala "Meu Deus, como eu sou linda" e você sai de casa feliz porque é segura, porque você tem autoestima, porque você se acha poderosa? Você sente isso?

Se você sente isso você é muito abençoada, porque muitas mulheres, como alguma de vocês que estão me assistindo, certamente não pensam isso, não conseguem sentir isso."


Na noite deste domingo (24), Daiana escreveu em seu Facebook que o vídeo chegou a mais de um milhão de visualizações (o que ela não esperava) e agradeceu a todas as mensagens que chegaram até ela com um discurso ainda mais encorajador:

"Eu nunca me senti tão exposta. E fiquei um pouco desesperada. Falei para o meu marido: “vou apagar tudo!”, ela escreveu.

E continuou:

"Entendi que a minha vergonha não pode ser maior do que a minha coragem. Entendi que a minha vergonha não pode ser maior do que a minha vontade de me ajudar e ajudar as pessoas que sofrem como eu sofro. E entendi que o meu vídeo foi um ato de coragem."

A proposta de Daiana é receber especialistas toda semana e esclarecer questões sobre a doença, com o intuito de tirar preconceitos, estigmas e desmistificar o pensamento do senso comum. Você pode acompanhar os próximos vídeos por aqui.

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