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Ibope: Para 62% dos brasileiros, prioridade deve ser nova eleição

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DILMA MICHEL TEMER
Brazilian President Dilma Rousseff and her vice President Michel Temer attend the launching ceremony of the Logistics Investment Program (LIP), at the Planalto Palace in Brasilia, on June 9, 2015. Brazil announced a $64-billion infrastructure spending package on Tuesday, hoping to revive its flagging economy with investment in highways, railroads, ports and airports. AFP PHOTO/EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images) | EVARISTO SA via Getty Images
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Para a maioria da população brasileira, a melhor saída para a crise política seria a convocação de novas eleições. Pesquisa Ibope feita entre 14 e 18 de abril mostra que 62% dos entrevistados apoiam essa opção.

Na faixa etária entre 16 e 24 anos, o percentual chega a 70%. Foram ouvidas 2.022 pessoas em 142 municípios e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Também de acordo com a sondagem, 8% consideram o impeachment da presidente Dilma Rousseff e sua substituição pelo vice Michel Temer seria “a melhor forma de superar a crise política”.

De acordo com as leis brasileiras, só podem ser realizadas novas eleições no caso de dos cargos de presidente e vice ficarem vagos. Nessa hipótese, presidente da Câmara, atualmente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), assume o comando do país até o novo pleito.

Até o ano passado, se os cargos ficassem vagos nos dois últimos anos de mandato, seriam convocadas eleições indiretas. Porém, a reforma eleitoral mudou o prazo para os últimos seis meses. A mudança, contudo, pode ser contestada juridicamente.

Outra forma de convocar novas eleições seria por uma emenda à Constituição, hipótese defendida por alguns parlamentares. A opção também provoca controvérsias jurídicas.

As saídas de Dilma e Temer poderiam acontecer se os dois renunciassem, se o Congresso aprovasse o impeachment de cada um - o de Dilma está no Senado e o de Temer parado na Câmara - ou via cassação da chapa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Quatro ações investigam o uso de dinheiro público na campanha de 2014.

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