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Esta mulher nos ensina a não ter medo de aproveitar a vida até o último segundo

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Paciente com câncer se casa três dias antes de morrer | divulgação
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Ela estava internada havia um mês no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) para tratar um câncer no colo de útero. A doença foi diagnosticada na brasiliense de 32 anos em novembro de 2015. Lidiane Regina Viana dos Santos morreu na manhã desta segunda-feira (25).

Contudo, Lidiane realizou o seu maior sonho três dias antes da morte: ela se casou com Edgard Bezerra, o seu companheiro de 19 anos, em uma cerimônia organizada na capela do hospital.

Com ajuda de voluntários, a noiva teve direito ao vestido, à decoração, ao buquê de flores, à daminha de honra e a todos os detalhes de uma cerimônia. Não sobrou espaço para a tristeza.

A paciente não escondeu a emoção de estar vivendo aquele momento, mesmo tendo que ficar sentada durante todo o evento no HUB, devido à complicação da doença e às dificuldades que enfrentou nos últimos meses.

“Toda mulher sonha em se casar e hoje é o meu dia. Estou muito feliz e emocionada.”

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Em entrevista ao G1, o noivo disse que a data havia sido escolhida havia quatro meses.

“Planejávamos nosso casamento no civil em um cartório de Sobradinho, mas, por consequências do destino, tivemos de fazer no hospital.”

Muito mais que um exemplo de quem viveu e lutou contra o câncer, a história desta mulher nos convida a refletir sobre como lidamos com a morte.

Tradicionalmente ligada às questões espirituais, a morte é discutida pela religião, filosofia, literatura, artes, culturas, rituais e, ainda assim, permanece como um dos maiores tabus e enigmas da sociedade. Nunca achamos estar preparados para lidar com ela.

O filósofo Montaigne (1533-1592), contudo, tentou ir ao centro da questão: "Quem ensinasse os homens a morrer os ensinaria a viver". Desse modo, a filosofia tenta nos mostrar uma via para lidar com mais tranquilidade com o medo do desconhecido.

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Lidiane e sua família com certeza não poderiam prever o momento em que ela teria seu último batimento cardíaco. Mas ela seguramente nos ensinou a continuar aproveitando a vida até o último minuto, inclusive para realizar nossos sonhos:

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