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Para uma criança autista, um passeio no shopping center pode ser desesperador (VÍDEO)

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AUTISMO
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Pessoas com autismo têm uma percepção diferenciada (e mais sensível) de situações rotineiras que envolvam visão, audição, olfato e tato. “Elas podem achar determinados sons de fundo, que outras pessoas ignorariam, insuportavelmente barulhentos. Isto pode causar ansiedade ou mesmo dor física”, esclarece a organização Autismo e Realidade.

Para dar uma ideia sobre como uma pessoa autista percebe o mundo, a organização britânica Sociedade Autística Nacional divulgou um vídeo que mostra um dia no shopping sob a perspectiva de uma criança com autismo. O vídeo se chama Can You Make It to the End? (Você consegue ir até o fim?, em tradução literal).

Durante o passeio do garoto Alex, nós, os espectadores, experimentamos a dificuldade de se lidar com muitos estímulos luminosos e sonoros. Tudo é potencializado, o que gera um grande desconforto e até mesmo desespero.

O vídeo se revela uma poderosa ferramenta de conscientização e empatia. No fim, Alex afirma: “Não sou mal-comportado. Sou autista. E recebo muita informação.”

Segundo a Sociedade Autística Nacional, quando ocorrem reações como essa de Alex, o público “pode não entender o que está acontecendo, reprovar o que ocorreu, encarar a pessoa ou fazer comentários insensíveis para a família, o que piora muito a situação e gradualmente desencoraja os autistas e suas famílias de saírem de suas casas, com medo de encararem um “muro de julgamento” esperando por eles logo depois da porta.”

A organização lista dicas para lidar com uma situação semelhante:

- Dê um tempo para a pessoa se recuperar do excesso de informação

- Tente criar um espaço quieto e seguro, na medida do possível. Peça às pessoas que se afastem e não encarem; desligue músicas altas e apague luzes muito brilhantes

- Imagine se sentir tão sobrecarregado(a) a ponto de não suportar. Imagine a diferença que faria se alguém demonstrasse amabilidade com você, em vez de julgá-lo(a) como uma criança mal-comportada dando um chilique, ou um(a) “esquisito(a)” que fica balançando as mãos.

O autismo, atualmente chamado de transtorno do espectro autista, é “um conjunto de condições comportamentais caracterizadas por prejuízos no desenvolvimento de habilidades sociais, da comunicação e da cognição da criança”, define o psiquiatra e educador Gustavo Teixeira em seu livro Manual do Autismo – Guia dos Pais para o Tratamento Completo (Best Seller, 2016).

De acordo com Teixeira, os sintomas aparecem já nos primeiros anos de vida.

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