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Novas eleições? Para o vice Michel Temer, antecipar o pleito é golpe

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MICHEL TEMER
REUTERS/Ueslei Marcelino
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O discurso da presidente Dilma Rousseff e de aliados do governo de acusar o impeachment de golpe foi incorporado pelo vice Michel Temer, mas aplicado às novas eleições.

De acordo com a Folha de S.Paulo, o vice classificou como “golpe” a tentativa de antecipar o pleito para presidente. Às fontes ouvidas pela Folha, ele disse que, nos Estados Unidos, “as pessoas ficariam coradas” com a proposta.

Pesquisa Ibope, divulgada na segunda-feira (25), mostra que 62% dos entrevistados acreditam que ir às urnas novamente é a melhor solução para a crise política.

Ele disse ainda que, caso a presidente seja afastada, os movimentos de esquerda podem até protestar “desde que não infernizem a vida do País”. Temer também prometeu abrir diálogo com os partidos, incluindo o PT.

As declarações foram dadas a representantes de centrais sindicais contrárias ao governo atual. Em visita ao vice, os sindicalistas reclamaram sobre pontos do programa peemedebista que pretende tirar do papel caso assuma a Presidência, incluindo o fim da política de reajuste do salário mínimo e a desvinculação do aumento dos benefícios previdenciários ao mínimo.

Os representantes dos sindicatos também mostraram preocupação com propostas presentes no documento do PMDB intitulado "Uma Ponte para o Futuro" sobre mudanças na Previdência. Uma delas é a desvinculação do reajuste dos benefícios ao valor do salário mínimo. A outra, a criação de uma idade mínima para a aposentadoria.

Propostas polêmicas

Na tarde desta segunda-feira (25), fontes próximas ao vice-presidente confirmaram sua intenção de, confirmado o afastamento da presidente Dilma Rousseff, aproveitar o que vê como um bom momento no Congresso para tentar aprovar propostas difíceis, entre elas a reforma trabalhista e uma reforma previdenciária.

Neste último caso, no entanto, os peemedebistas reconhecem que pode ser difícil trabalhar com uma idade mínima e estão pensando em acelerar o cronograma da fórmula de anos de contribuição somados à idade.

Ministério

Ainda no movimento de articulação, o vice faz sondagens para a composição da Esplanda. Em entrevista ao jornal O Globo, Temer disse que Henrique Meirelles seria seu ministro da Fazenda, pois ficou "muito bem impressionado" com o ex-presidente do Banco Central do governo Luiz Inácio Lula da Silva após a conversa que tiveram no sábado passado.

Na entrevista publicada no site do jornal, Temer disse ainda que delegaria a Meirelles a tarefa de escolher o presidente do BC e outros integrantes da equipe.

"Falei Meirelles porque, hoje, estou com esse nome na cabeça. Repito: fiquei muito bem impressionado com a conversa que tive com ele. Então, confesso que se eu tivesse que assumir hoje, o ministro da Fazenda seria ele. Mas, nenhum de nós sabe o que vai acontecer amanhã", afirmou Temer ao jornal.

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