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Deputados da base param a Câmara para pressionar impeachment de Temer

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DEPUTADOS BASE
Marcelo Camargo/ Agência Brasil
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Deputados aliados da presidente Dilma Rousseff não desistiram da batalha contra o impeachment da petista. Os governistas, agora, exigem que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), instaure a comissão especial que vai analisar o pedido de impeachment contra o vice Michel Temer.

Segundo a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a Casa não pode voltar aos trabalhos e ignorar o pedido do Supremo Tribunal Federal para que o colegiado seja instalado. “Vamos obstruir todos os trabalhos até que os partidos indiquem nomes para integrar o colegiado”, disse ao HuffPost Brasil.

O deputado Wadih Damous (PT-RJ) engrossa o coro da deputada e acrescenta que a tônica do partido é seguir com a obstrução e o pedido de agilidade no processo contra o vice-presidente. Os petistas enfatizam que o pedido não está tendo o mesmo tratamento dado ao que tramita contra a presidente Dilma.

"Os motivos são os mesmos. Michel Temer, no exercício da Presidência, assinou decretos orçamentários. Portanto, Michel Temer deve responder a uma comissão semelhante àquela que foi feita para a presidente Dilma. Nós vamos obstruir todas as matérias, que neste momento considerarmos convenientes, até que seja instalada a Comissão para analisar a denúncia contra Michel Temer”, emendou Paulo Pimenta (PT-RS).

Ex-líder do PT, Vicentinho (PT-SP), no entanto, diz que, apesar de o partido fazer o pedido pela instalação da comissão, o posicionamento sobre crime de responsabilidade não vai mudar. “Vamos ser coerentes e manter a nossa postura. O mesmo voto que demos para ela, daremos para ele”, disse ao HuffPost Brasil.

O argumento dele se choca com a crítica do deputado Carlos Marun (PMDB-MS). Em plenário, o peemedebista pediu para os governistas serem coerentes:

“Classificar Michel Temer de golpista é um absurdo tão grande que avança pelas raias do ridículo. Se vocês pensam que não há crime praticado pela presidente Dilma Rousseff, como podem querer abrir um processo contra Temer? Sejam coerentes. Há ou não há crime?”

Paralisação

A ideia do presidente da Casa era manter os trabalhos paralisados até o Senado decidir o futuro da presidente. De acordo com a deputada Jandira Feghali, integrantes da oposição pressionaram Cunha para que a pauta fosse retomada.

Líderes acertaram na tarde desta terça-feira (26) suspender a paralisação e impor mais uma derrota ao governo. Está na pauta uma medida provisória que permite ao governo remanejar superávits e há acordo entre PP, PMDB, DEM, PSB, PSD e PR para rejeitá-la.

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