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Investigado por 'máfia da merenda' de São Paulo ganha novo cargo no governo Alckmin

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Fernando Padula Novaes, ex-chefe de gabinete da Secretaria da Educação do Estado que está sob investigação da Operação Alba Branca - ação integrada da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual para combate à máfia da merenda escolar -, acaba de ser nomeado para o cargo de coordenador do Arquivo Público de São Paulo.

Em grampos da operação que investiga o caso, Novaes era indicado como "nosso homem" por Luiz Roberto dos Santos, o "Moita", ex-chefe da Casa Civil de Geraldo Alckmin (PSDB) e um dos operadores das fraudes nas licitações.

Em fevereiro deste ano, o desembargador Sérgio Rui da Fonseca, do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Novaes, que faz parte do PSDB.


O que é a 'máfia da merenda'?

A Alba Branca investiga ao menos 22 prefeituras no estado por fraudar licitações da merenda escolar. As investigações acabaram chegando ao deputado Fernando Capez (PSDB), que preside a Assembleia Legislativa de São Paulo, e ao ex-assessor de Alckmin e chefe de gabinete na Casa Civil estadual - Luiz Roberto dos Santos, o "Moita.

Por pedido da Justiça, foram afastados 12 investigados. Nos grampos da operação, "Moita" foi pego operando o esquema da merenda de sua sala no Palácio dos Bandeirantes, sede do Executivo estadual.

Num desses telefonemas, "Moita" fala em "nosso homem", que segundo os investigadores, é referência a Novaes.

O presidente da Assembleia Legislativa Fernando Capez nega categoricamente envolvimento com a organização desmontada pela Alba Branca. Novaes também já nega.

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