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Marqueteiro e ex-tesoureiro do PT e Marcelo Odebrecht são denunciados pela Lava Jato

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A força-tarefa da Lava Jato apresentou nesta quinta-feira mais duas novas denúncias contra investigados sobre corrupção na Petrobras que avançou para outras áreas do governo federal. Agora depende da avaliação do juiz Sergio Moro. Se ele aceitar as denúncias, os acusados tornam-se réus da Justiça Federal.

Foram denunciados o publicitário João Santana, responsável pelas últimas campanhas do PT à Presidência, e Mônica Moura, sócia e mulher de Santana. O casal foi detido na 23ª fase da Lava Jato, em fevereiro, sob suspeita de receber no exterior dinheiro desviado da Petrobras.

Também foram acusados formalmente outras 15 pessoas, entre elas o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o empresário Marcelo Odebrecht e outros ex-executivos da empreiteira.

Renato Duque (detido há mais de um ano), João Carlos Ferraz, Eduardo Musa e Pedro Barusco, todos ex-executivos da Petrobras, acabaram denunciados também.
Os procuradores da República em Curitiba, responsáveis pela investigação na primeira instância, concluíram nesta manhã as acusações que devem ser protocoladas à tarde na 13ª Vara Federal de Curitiba, do juiz Sérgio Moro.

Primeira denúncia

Zwi Skornicki
Pedro José Barusco Filho
Renato de Souza Duque
Monica Regina Cunha Moura
João Cerqueira de Santana Filho
João Vaccari Neto
João Carlos de Medeiros Ferraz
Eduardo Costa Vaz Musa

Segunda denúncia

Marcelo Bahia Odebrecht
Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho
Luiz Eduardo da Rocha Soares
Fernando Migliaccio da Silva
Maria Lúcia Guimarães Tavares
Angela Palmeira Ferreira
Isaias Ubiraci Chaves Santos
Monica Regina Cunha Moura
João Cerqueira de Santana Filho
João Vaccari Neto
Livio Rodrigues Junior
Marcelo Rodrigues

Essas são as primeiras acusações formais desde que a Lava Jato avançou sobre o "departamento de propinas" da Odebrecht e sobre o ex-senador Gim Argello (PTB), preso preventivamente sob suspeita de receber R$ 5,3 milhões para evitar a convocação de empreiteiros nas CPIs que investigaram a Petrobras no Senado e no Congresso em 2014.

Os investigadores apontaram o pagamento de R$ 6,4 bilhões em propinas, dos quais ao menos R$ 2,9 bilhões já foram recuperados por meio de acordos de colaboração premiada. Ao todo, segundo o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, já são 65 acordos de colaboração firmados no âmbito da operação, a maior do País.

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