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Estudantes 'mais experientes' dão reforço à ocupação contra máfia da merenda

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escolas ocupadas

Os alunos que participaram ativamente das ocupações das 196 escolas estaduais no ano passado contra a reorganização proposta pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), agora estão fortalecendo a luta dos alunos das Escolas Técnicas do Estado (Etecs).

Os alunos das Etecs vêm protestando há um tempo, mas ontem iniciaram a primeira ocupação, no prédio administrativo do Centro Paula Souza - autarquia do governo estadual responsável pela administração das unidades -, na Luz, região central de São Paulo.

Os alvos dos protestos são os cortes na merenda, mas as também por maiores investimentos. No portão da nova ocupação a mensagem: "Não é pela merenda! Secundaristas unidos".

Em entrevista ao Estadão, Marcela Nogueira dos Reis, de 18 anos, uma das estudantes que participou da ação na Escola Fernão Dias, que passou 55 dias ocupada pelos alunos, reforça o papel de "tutora" da ocupação no Centro Paula Souza:

“Lutamos pela mesma coisa, a melhor qualidade da educação e contra os cortes no ensino. A falta de merenda tem acontecido nas duas redes, por isso, é importante que a manifestação seja em conjunto”.

“Protestar não é fácil, mas eu estou aqui porque quero continuar lutando por uma melhor educação pública. É um absurdo que a gente tenha de lutar por algo tão básico”.

Outro aluno, que não se identificou, segue caminho semelhante:

“A gente sabe o quanto é difícil aguentar a pressão dos policiais e consegue acalmar os outros estudantes”

Na manhã de ontem, os alunos fizeram uma manifestação na Avenida Paulista e, depois, seguiram para o prédio, na Rua Paula Souza. Eles decidiram em assembleia que, se a diretora-superintendente do centro, Laura Laganá, não os recebessem para uma conversa, o prédio seria ocupado.

Por volta das 15h30, os alunos entraram no prédio. Segundo uma estudante, cerca de 300 estudantes estão no local.

E a Polícia Militar usou spray de pimenta contra uma das repórteres da CBN:


No dia 20, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou que escolas técnicas da rede estadual de São Paulo na capital estão sem merenda ou com o fornecimento irregular desde o início do ano letivo. Em algumas unidades, os alunos recebem apenas a comida seca (bolachas, barra de cereal e suco), que às vezes não é distribuída por semanas. Em outras, não há o fornecimento de nenhum alimento.

Na ocasião, o Centro Paula Souza admitiu o problema e disse que trabalhava para solucionar "questões pontuais", com a readequação da estrutura disponível em algumas unidades e a negociação com as prefeituras e a Secretaria Estadual da Educação.

E agora que a ocupação começou é esperar para ver o que vem por aí. Mas os alunos parecem unidos.

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