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Michel Temer à TV Globo: 'Não sei se ser investigado é impeditivo para ser ministro'

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Michel Temer não descarta nomear ministros investigados | REUTERS/Ueslei Marcelino
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O vice-presidente Michel Temer, que pode assumir o comando do País na semana que vem em caso do acolhimento do impeachment de Dilma Rousseff pelo Senado, concedeu entrevista ao jornalista Gerson Camarotti, da Globo News. Alguns dos trechos foram exibidos na noite desta terça-feira (3) pelo Jornal Nacional.

Alguns nomes cotados para assumir pasta em eventual governo Temer são investigados pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. É o caso do senador Romero Jucá e do ex-deputado Henrique Eduardo Alves, que podem assumir o Planejamento e o Turismo, respectivamente.

Como milhares de brasileiros foram às ruas contra a corrupção ao pedir o impeachment de Dilma, Camarotti questiona a Temer se não seria melhor evitar nomes que tenham qualquer suspeita com esquemas investigados.

"Eu estou examinando ainda [possíveis nomes]. Não formalizei nenhum convite. Investigação é o que é: uma investigação. Não sei se isso é fato impeditivo de uma eventual nomeação."

Temer diz que, antes de convidar qualquer político ou executivo para assumir um ministério, está aguardando a decisão do Senado, prevista para o próximo 11 de maio.

Nesse ínterim, ele tem consultado economistas para tratar do tema central de um governo de transição. Por isso, citou à Globo Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central na era Lula e o mais cotado para assumir o Ministério da Fazenda.

Temer também disse que reviu sua meta de reduzir substancialmente o número de ministérios — atualmente, são 32.

"Como há muita acusação de que eu estaria contrariando os direitos sociais, a dificuldade reside aí. Temo eliminar ministérios da área social. Imaginei reduzir para 26, 27, não mais que isso."

O vice também afirmou que concordo com os pontos apresentados pelo PSDB para aceitar integrar um governo Temer, como reforma política e a adoção de um sistema parlamentarista no País.

Sobre a possibilidade de Eduardo Cunha, o terceiro na linha sucessória de Dilma, assumir a Presidência da República, enquanto Temer estiver em viagem oficial, o vice foi evasivo. "Só se eu vier a assumir."

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