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'Estou sofrendo uma retaliação pelo processo de impeachment', diz Eduardo Cunha

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CUNHA
President of Brazil's Chamber of Deputies Eduardo Cunha speaks during a breakfast with journalists at the Chamber of Deputies in Brasilia, Brazil, December 29, 2015. REUTERS/Ueslei Marcelino | EVARISTO SA via Getty Images
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O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, afirmou que o seu afastamento do cargo de deputado e, consequentemente, da liderança da Casa, determinado nesta quinta-feira (5) pelo Supremo Tribunal Federal trata-se de uma retaliação por ele ter aprovado o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

"É claro que estou sofrendo e vou sofrer uma retaliação política pelo processo de impeachment. É obvio que eu enfrento a contestação do PT, que gosta de companhia no banco dos réus. (...) Mas isso vai acabar na quarta-feira que vem. Se for da vontade de Deus, vamos ter afastamento da presidente da República e consequentemente seu julgamento definitivo para que o Brasil possa se livrar dessa era do PT, dessa era que tanto mal fez ao nosso país", afirmou o parlamentar.

Cunha disse ainda que na próxima quarta-feira, data marcada para votação do impeachment de Dilma na comissão especial do Senado, ele poderá dizer "antes tarde do que nunca". A mesma frase foi usada mais cedo pela presidente ao comentar o afastamento do peemedebista da Câmara.

Para Cunha, a decisão do ministro Teori Zavascki, confirmada por unanimidade pelos outros 10 ministros do STF, foi uma "clara e nítida" intervenção do STF no legislativo. Ele classificou como "estranho" a decisão do relator ter demorado quase cinco meses e ter sido pautada no plenário no mesmo dia.

"Duvido que os dez outros ministro que não o relator tenham lido com detalhe o contraditório (apresentação da defesa), tenham tido essa oportunidade (..) porque todos os ministros acompanharam (o voto de Teori) na tese jurídica, de construção do dispositivo que poderia interpretar a Constituição para justificar o afastamento, mas nenhum deles entrou no mérito", afirmou.

Cunha voltou a dizer que não irá renunciar nem da Presidência da Câmara nem do mandato de deputado e que irá recorrer da decisão do Supremo. Ele reforçou ainda que não interferiu no Conselho de Ética.

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