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Nesta comunidade texana, todos os moradores de rua têm casa e itens essenciais compartilhados

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Austin, capital do Texas, Estados Unidos registrou um aumento abrupto no número de moradores de rua este ano, mas uma abordagem inovadora pode inverter essa tendência.

O número de pessoas morando em abrigos públicos ou nas ruas cresceu 20% em relação a 2015. O total agora é de 2 197, segundo a cidade.

Para tentar mudar essa situação, uma organização não-governamental lançou um projeto de moradia inovador. Os sem-teto recebem casas muito simples; todo o resto é comunitário, segundo a CNN Money.

Checking out Casa Pequeña, yep we're in love👌🏻 #servinggoodness #tinyhouse

Uma foto publicada por Mobile Loaves & Fishes (@mobileloaves) em


"Casas nunca vão resolver o problema dos moradores de rua, o que é necessário é o senso de comunidade", diz Alan Graham, CEO da Mobile Loaves and Fishes, à rádio KVUE. Graham tem experiência no setor imobiliário.

No projeto Community First!, as casas são essencialmente quartos. Os moradores compartilham cozinha, lavanderia e banheiros, segundo a CNN.

Há também um espaço para cachorros, um centro médico, jardins, animais de fazenda e um cinema a céu aberto. Os moradores têm de trabalhar para que a comunidade funcione direito.

A Mobile Loaves and Fishes, uma organização cristã (o nome significa "pães e peixes móveis", em referência ao milagre da multiplicação), defende a ideia da "casa primeiro" para acabar com o problema dos moradores de rua.

A ideia é que os sem-teto primeiro precisam ter uma casa antes de começar a cuidar da saúde e procurar um emprego.

A comunidade tem 140 microcasas e espera chegar a 250 no começo do ano que vem, segundo a KVUE.

O aluguel vai de 225 a 360 dólares por mês, e os moradores têm acesso a dois gerentes e a uma despensa de comida, diz a KVUE.

Podem se candidatar ao projeto pessoas consideradas cronicamente sem-teto, ou seja, que estão na rua há um ano ou mais ou passaram por mais de quatro situações de rua nos últimos três anos.

Cada morador é submetido a uma checagem de antecedentes e tem de respeitar as leis, além das regras da comunidade.

Embora a ONG seja cristã, pessoas de todas as religiões são bem-vindas, diz a organização.

Um dos moradores que se beneficiou do trabalho da organização é Bonnie, uma veterana cega e amputada que vivia há anos nas ruas de Austin.

Agora ela mora no Community First! e trabalha como jardineira e guia, segundo a ONG.

"[Quando cheguei] estava envergonhada, encharcada e suja, mas me ajudaram a me limpar, me deram roupas secas, me alimentara e rezaram comigo", diz Bonnie num comunicado. "Me trataram com dignidade."

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.


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