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Dilma pode descer rampa do Planalto acompanhada de movimentos sociais

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DILMA ROUSSEFF
Brazil's President Dilma Rousseff is greeted by members of social movements after a signing ceremony for new housing units of the Minha Casa Minha Vida with rural and urban entities, at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil May 6, 2016. REUTERS/Ueslei Marcelino | Ueslei Marcelino / Reuters
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Na próxima semana, quando será votada a abertura do processo de impeachment contra Dilma Rousseff no Senado, a presidente poderá fazer o gesto simbólico de descer a rampa do Planalto ao lado de movimentos sociais.

A ideia é que Dilma faça o trajeto de 6 quilômetros até o Alvorada a pé acompanhada de ministros e entidades como a CUT (Central Única dos Trabalhadores), o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).

Aliados da presidente, no entanto, acreditam que ao fazer o gesto Dilma dará a entender que o governo acabou.

O Palácio já dá como certa a decisão que irá afastar Dilma da presidência por até 180 dias. Segundo o jornal O Globo, o objetivo da petista é deixar o governo "aplaudida pelo povo".

Na próxima quarta-feira (11), o parecer da comissão especial do impeachment será votado no plenário do Senado. Caso a maioria dos 81 senadores, ou seja, 41 deles, votem pela abertura do processo, Dilma será automaticamente afastada do cargo por até 180 dias e o vice-presidente, Michel Temer, assume o posto em seu lugar.

É durante esse período que os trabalhos começam efetivamente na comissão especial do impeachment. Nesta fase, o julgamento de Dilma no Senado será presidido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski.

Dilma terá um prazo, possivelmente de 20 dias, para apresentar sua defesa e poderá ser interrogada. Enquanto isso, a comissão faz a investigação das provas contra a presidente no processo e ouve testemunhas de defesa e acusação.

Um segundo parecer sobre o impeachment será elaborado pelo relator e votado pela comissão, devendo ser aprovado, desta vez, por dois terços dos senadores (54 votos favoráveis).

Esse parecer deverá ser então levado a plenário e caso seja aprovado por maioria simples, ou seja, 41 dos 81 senadores, a presidente será condenada e perderá o cargo definitivamente, ficando inelegível durante os próximo oito anos.

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