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Quase sem mandato: Cassação de Delcídio é aprovada por colegiado

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou o relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) que pede a cassação do senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS). A cassação será decidida na terça-feira (10) pelo plenário da Casa.

O relatório foi votado em uma sessão extraordinária realizada no plenário do Senado. Isto porque no início da tarde o colegiado decidiu dar um prazo maior para o senador apresentar uma nova defesa.

Com isso, o senador votaria na quarta-feira (11) no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), entretanto, não concordou com a decisão. O peemedebista disse se sentir desconfortável em votar o processo contra a presidente antes do de Delcídio.

“Não tenha dúvida de que o espetáculo de botar o Senador Delcídio do Amaral aqui, para afastar a Presidente da República, é tão grande quanto este do Presidente interino da Câmara dos Deputados”, disse Renan, em referência ao ato de Waldir Maranhão (PP-MA) que anula a tramitação do afastamento da petista.

Mais cedo, na sessão da CCJ, onde foi costurado o acordo com partidos como o PSDB, DEM e PV para dar mais tempo ao processo contra Delcídio, o senador disse que anexaria novas informações ao processo.

Ele disse que agiu a mando. Aos jornalistas, explicou que, como líder do governo, respondia ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à presidente Dilma Rousseff.

“Fui chamado de mentiroso. Líder do governo chamado de mentiroso. Eu fui líder dela”, desabafou aos jornalistas.

No início da sessão, o ex-petista pediu desculpas:

"Quero primeiro pedir desculpas por aquilo que causei, pelos constrangimentos que causei não só aos Senadores e Senadoras, mas, especialmente, ao povo brasileiro e ao povo do meu Estado, ao povo do Mato Grosso do Sul, Estado onde nasci, onde minha família se fez, um Estado que procurei, ao longo de toda essa minha vivência como Senador, ajudar, trabalhando dia a dia pelos interesses da minha gente, do meu povo, e também pelos interesses do País."

Trâmite

Após o alerta de Renan de que não votaria o impeachment antes da cassação de Delcídio, os senadores se articularam e acataram um requerimento do senador Romero Jucá (PMDB-RR) para votar o parecer da comissão ainda na noite desta segunda-feira (9). O requerimento foi aceito e o texto aprovado.

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