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Para Cunha, decisão de Maranhão mostra interferência do governo

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EDUARDO CUNHA
EVARISTO SA via Getty Images
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Para o presidente suspenso da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a decisão do deputado Waldir Maranhão (PP-MA), que ocupou seu posto, de suspender o processo de impeachment foi equivocada e mostra interferência do governo e do Supremo Tribunal Federal.

Maranhão anulou a sessão da Câmara em que foi decidida a admissibilidade do afastamento da presidente Dilma Rousseff, em resposta a um requerimento da Advocacia-Geral da União (AGU).

Ele condenou a suposta participação do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, e do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) na decisão. "A participação do advogado-geral da União e do governador do Maranhão na confecção da decisão mostra a interferência indevida na tentativa desesperada de evitar a consumação, pelo Supremo Tribunal Federal, da instauração do processo de impeachment da presidente da República", disse em nota.

"A decisão do presidente em exercício da Câmara dos deputados é absurda, irresponsável, antirregimental e feita à revelia do corpo técnico da Casa, que já tinha manifestado a posição de negar conhecimento ao recurso", afirmou Cunha. Ele disse que negaria o recurso na última quinta-feira (5), data em que o Supremo o afastou do mandato por indícios de interferência na investigações da Lava Jato.

Cunha negou que irá renunciar da Presidência da Câmara, o que levaria a destituição de Maranhão do cargo porque convocaria novas eleições para o cargo. "Condeno as insinuações de qualquer natureza publicadas por jornalistas inescrupulosos de qualquer participação minha no episódio", disse.

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