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Sem explicar anulação do impeachment, Waldir Maranhão faz relato pessoal em coletiva

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WALDIR MARANHO
Waldir Maranhão faz relato de vida pessoal | Gustavo Lima/ Câmara dos Deputados
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O presidente em exercício da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA) não explicou os motivos de anular a sessão de votação do plenário do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Maranhão acatou parte dos argumentos do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, apresentados em um requerimento. A decisão não foi aceita pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Por isso, o processo de impedimento continua no Senado.

Em coletiva de imprensa no fim da tarde, Maranhão não detalhou por que acolheu o recurso e fez um relato de sua história pessoal.

“Tive pais humildes, mas que me deram educação. Pela escola pública me graduei em veterinária. Pela escola pública, fiz a minha pós-graduação. Tornei-me reitor duas vezes em minha universidade. É em respeito a essa história, aos mais humildes do meu País, que não podem serem (sic) marginalizados. E há colegas, em momentos de emoção, de forma respeitosa, ou não, pelo dever e direito de expressar os seus pensamentos.”

De acordo com Maranhão, o ato cumpre regras legais.

“A nossa decisão foi com base na Constituição, com base no nosso regimento, para que possamos corrigir em tempo vícios que certamente poderão ser encenáveis no futuro. Tenho consciência do quanto este momento é delicado. Momento que nós temos o dever ao saudarmos a democracia e o debate. Nós não estamos nem estaríamos brincando, sem fazer democracia.”

Maranhão disse ainda que tem o dever de “levar aos lares brasileiros, mundo afora, que o nosso País tem salvação, pela democracia, pelo embate, pelo combate”.

Ao final, Maranhão disse que seu comunicado será determinante para a História do Brasil. “Esse comunicado certamente dará a cada um de nos um divisor de água da democracia”, finalizou.

Histórico

No dia da votação do impeachment no plenário da Câmara, Maranhão se confundiu na hora de dizer votar a favor do governo. "Voto SIM NÃO. Em defesa da Constituição, em defesa da democracia, voto não ao golpe, contra o impeachment."

Membro da Mesa, o deputado Felipe Bornier (PROS-RJ) chegou a interferir. “Ratificando o voto do Deputado Waldir Maranhão: voto não”, disse.

Maranhão é visto com um político sujeito a pressões. Está em seu quarto partido, tendo passado por PDT, PSB, PTB. Ele também é alvo da Operação Lava Jato e acusado de compras de votos em seu estado.

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