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URGENTE: Renan mantém impeachment de Dilma e descarta 'brincadeira com democracia'

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RENAN DILMA
Montagem/Agência Senado/PR
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O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), ignorou o ato do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), que anulou a votação que deu prosseguimento ao impeachment no dia 17 de abril.

Ele considerou a decisão "absolutamente intempestiva”.

“Aceitar essa brincadeira com a democracia seria ficar pessoalmente comprometido com o atraso no processo.”

Segundo ele, não cabe ao presidente do Senado dizer se é justa ou não, cabe ao plenário decidir. "Não caberia a mim interferir no conteúdo dos discursos proferidos pelos parlamentares para decidir se poderiam ou não anular a deliberação."

Patetada

Mais cedo, ao saber da decisão do pepista, Renan se reuniu inicialmente com correligionários e logo em seguida com senadores de diversos partidos.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR), que participou da reunião, classificou a atitude do presidente da Câmara como uma “patetada”.

“O processe foi completamente legal, todo acompanhado pelo Supremo Tribunal Federal e não seria uma decisão radical, uma patetada, que voltaria tudo ao principio. A dúvida é se a atitude foi de um pateta ou três.”

O peemdebista se referia a um encontro entre Maranhão, o advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo, e o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

A maior reclamação dos senadores pró-impeachment é que o presidente da Câmara não poderia passar por cima da decisão de 367 deputados.

“O plenário é superior. É a última instância e o plenário decidiu dar prosseguimento ao impeachment. Continua tudo igual no Senado. A decisão da Câmara foi irresponsável, um verdadeiro escárnio institucional. Uma ação articulada, na qual Maranhão foi apenas um tarefeiro. A matéria na Câmara é conclusa, tramita no Senado há mais de 15 dia."

Líder do governo, o senador Humberto Costa (PT-PE), também esteve com Renan, e antes do anúncio oficial já dava como certa a decisão de Renan de manter o tramite do impeachment. “A depender do resultado, podemos recorrer ao STF”, disse o senador ao HuffPost Brasil.

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