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CPI da Merenda Escolar deve sair do papel na Assembleia Legislativa de SP

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Estudantes já reuniram assinaturas suficientes para instalar CPI da Merenda | Rovena Rosa/ Agência Brasil
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Quatro dias depois de terminada a ocupação da Assembleia Legislativa de São Paulo por estudantes que cobram uma CPI para investigar as denúncias de desvio de verba na merenda no Estado, a bancada do PSDB na Casa decidiu apoiar a iniciativa.

Assim, os secundaristas conseguiram bem mais que o número de assinaturas de parlamentares necessárias para a instalar a comissão: ao menos 60, contra as 35 exigidas.

Com aval do governador Geraldo Alckmin (PSDB), os tucanos propõem, entretanto, a criação de outra Comissão Parlamentar de Inquérito que tenha seu foco ampliado para as 22 cidades que fecharam convênios com a Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf).

O pedido original, do PT, era focado apenas na Secretaria de Educação.

A Coaf, que é baseada em Bebedouro (SP), está no centro da "Operação Alba Branca" da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual. O objetivo é investigar contratos entre a cooperativa e órgãos públicos que foram forjados e tiveram os preços dos alimentos adulterados.

"Vamos propor essa CPI e procurar apoio do PT, PCdoB e demais partidos de oposição. O pedido original era restrito à Secretaria de Educação de São Paulo, mas a pasta tem convênio com todas as prefeituras. A CPI será maior e mais ampla", diz o deputado Carlão Pigantari, líder do PSDB na Assembleia.

Segundo o deputado tucano Orlando Morando, um dos autores da proposta, o PSDB espera reunir 94 assinaturas para a comissão - ou seja, de todos os deputados estaduais. "Todos os deputados têm interesse em esclarecer os fatos", afirma.

A bancada do PT na Casa ainda estuda se aceita ou não a proposta dos tucanos. Os petistas querem o afastamento do presidente da Casa, Fernando Capez (PSDB), que é investigado na Alba Branca.

Ex-braço direito do secretário-chefe da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin, Luiz Roberto dos Santos, o "Moita", não compareceu nesta terça-feira à Assembleia, onde iria depor na Comissão de Educação da Casa.

A polícia investiga se ele operava para a quadrilha da merenda escolar de sua sala no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. "Moita" caiu no grampo da Polícia Civil várias vezes dizendo a interlocutores "tô no Palácio".

O PT tem pesquisas qualitativas nas quais a máfia da merenda começa a ser citada. O partido atribui isso às manifestações, e não ao noticiário.

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SP: Protesto contra 'Máfia da Merenda'
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