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Deputada Tia Eron é alvo de protesto de mulheres contra impeachment em voo

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TIA ERON IMPEACHMENT
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Cerca de 70 mulheres foram detidas pela Polícia Federal em Brasília após protestarem dentro de um voo contra deputados favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. As mulheres já foram liberadas, de acordo com o G1.

A confusão começou ainda em Salvador (BA), quando dois deputados federais que votaram pelo afastamento da petista – Jutahy Magalhães Júnior (PSDB-BA) e Tia Eron (PRB-BA) – entraram na aeronave.

Ao longo do voo, mulheres que vinham para a Conferência Nacional de Mulheres, em Brasília, gritaram "não vai ter golpe" e "golpistas, vocês são burros incomodando as mulheres 'grelo duro'", expressão usada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se referir a feministas. Não houve agressão física.

Após a aterrissagem, o piloto do voo JJ3437 da Latam pediu ajuda à Polícia Federal, de acordo com o Globo. Em nota, a empresa informou que o pedido foi em função ao "comportamento indisciplinado dos clientes a bordo" e que segue procedimentos internacionais de segurança.

Assessora presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia, Jéssica Sinai disse ao G1 que a situação foi constrangedora. “Não colocamos em risco a aeronave, apenas nos manifestamos e em momentos que não atrapalharam a condição de voo”, afirmou.

Integrante do Conselho de Ética e defensora do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Tia Eron negou ter acionado a polícia. “A deputada desconhece se o grupo foi abordado pela Polícia Federal, e nenhuma solicitação, portanto, partiu da parlamentar”, afirmou a assessoria da parlamentar.

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