Huffpost Brazil

Gilmar Mendes vai relatar inquérito contra Aécio, e Toffoli de Cunha

Publicado: Atualizado:
AECIO NEVES
Montagem/Getty Images
Imprimir

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes será o relator do pedido de abertura de inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre a suspeita de propina de Furnas. Já o ministro Dias Toffoli ficou responsável pela apuração do pedido contra o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Na última quarta-feira (10), o ministro Teori Zavascki, relator dos processos relativos à Operação Lava Jato no STF, pediu à presidência do Supremo, Ricardo Lewandowski, que os dois pedidos fossem redistribuídos. As duas relatorias foram definidas por distribuição eletrônica.

Em despacho, Teori disse não ver “relação de pertinência imediata” da representação criminal apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra Aécio e Cunha, apesar de os indícios contra os dois parlamentares terem surgido em meio às investigações da Lava Jato.

Suspeita

Os pedidos de investigação contra Aécio e Cunha foram feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base na delação premiada do ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS).

Sobre Aécio, Delcídio afirmou que, "sem dúvida", o tucano recebeu propina em um esquema de corrupção na estatal. De acordo com o delator, o caso envolvia inclusive as mesmas empreiteiras investigadas na Lava Jato.

Já em relação a Cunha, Janot aponta que ele é um dos líderes de uma "célula criminosa" que teria atuado em Furnas.

Os dois negam envolvimento no caso. Aécio afirma que a delação de Delcídio é só de ouvir dizer. Já Cunha, diz que Janot é "seletivo" ao envolvê-lo em novas linhas de investigação.

Há também pedido para abertura de um segundo inquérito contra Aécio sobre sua atuação para maquiar dados obtidos no Banco Rural pela Comissão Parlamentar de Inquérito dos Correios, que foi presidido por Delcídio.

Cunha já é réu em um processo no Supremo, além de ser alvo de uma outra denúncia, três inquéritos e outros pedidos de investigação.

Gilmar e o PSDB

Em março deste ano, Gilmar Mendes foi o ministro que acatou os argumentos do PSDB e PPS e impediu a posse de Lula como chefe da Casa Civil. A decisão foi apenas mais uma da lista de muitos embates com o PT.

Na época, o ministro foi acusado de agir a favor do PSDB -- partido com o qual tem uma relação de longa data. Segundo apurou o site UOL, Mendes tomou posse no STF em 2002, indicado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Hoje ele é o único dos ministros do Supremo indicado pelo ex-presidente.

Antes, foi procurador da República e ministro-chefe da AGU (Advocacia-Geral da União) no governo FHC, quando também foi subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil. Em 2008, Mendes arquivou duas ações de reparação de danos por impropriedade administrativa contra Pedro Malan, José Serra e Pedro Parente, todos ministros do governo FHC.

Em entrevista à BBC, o jurista Ives Gandra Martins, amigo de Mendes, negou a suposta parcialidade política. "Ele é absolutamente independente, não aceita pressões de ninguém."

(Com informações da Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

LEIA MAIS:

- Não desiste nunca: PT ainda aposta em novas ações na Justiça para livrar Dilma do impeachment

- Renan Calheiros se diz 'parlamentarista' e cobra que Temer faça reforma política

Também no HuffPost Brasil

Close
Dia do Impeachment no Senado
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual

Sugira uma correção