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No Senado, Aloysio Nunes chama movimentos sociais de 'correias do PT' e Waldir Maranhão de 'bizarro'

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A quarta-feira (11) começou agitada em Brasília com a Sessão do Senado que votará a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) foi o terceiro a discursar na sessão e usou o seu tempo de discurso para elogiar o relator Antonio Anastasia, que "com tranquilidade demolidora desconstruiu a defesa do advogado da AGU", e criticar duramente as ações de Dilma e do Partido dos Trabalhadores durante o processo.

Sobre os últimos acontecimentos, ele chamou de "bizarra" a figura de Waldir Maranhão, presidente interino da Câmara dos Deputados.

“A senhora nossa presidente e o advogado geral da união recorreram a esta figura bizarra que é o presidente interino da câmara para uma esperança de reviravolta, comemorada e celebrada por aquilo que resta da base governista.”

E continuou:

“Foi feita uma comparação absurda a o impeachment de Dilma e a tentativa de golpe contra Getúlio Vargas. Imagine, senhor presidente [Renan Calheiros], se Getúlio Vargas iria se entregar a uma manobra como esta? Que cobriu-se de ridículo ao tentaram instrumentalizar o senhor Waldir maranhão.”

Para o senador, o afastamento de Dilma Rousseff é um processo "irreversível".

“Esse movimento é irreversível e ai de nós se não aprendermos a escutar as ruas. É por isso que a senhora presidente será afastada hoje e não voltará mais. Ela perdeu todas as condições de governar o país. Não há ninguém que acredite, nem mesmo os seus defensores, que ela voltará.

Ela perdeu todas as oportunidades: de falar a verdade na campanha eleitoral; de acertar os rumos do seu governo com o Joaquim Levy; também lá atrás, em 2013, quando respondeu os movimentos das ruas com uma sucessão de slogans não cumpridos. Ela se aninhou nos braços da mais sórdida fisiologia tentando salvar o seu governo.”

Ele acredita que "agora é tarde demais" para que ocorra qualquer movimento à favor da presidente e define o apoio dos movimentos sociais como "correias de transmissão do PT" e "expressões do radicalismo".

“Agora é tarde. Ninguém mais acredita que Dilma, com as mesma teimosias, inépcia, irresponsabilidade voltará. Agora amparada não mais do que em 137 deputados e em movimentos sociais, que são a expressão de um radicalismo que o povo brasileiro não aceita. [...] Estes movimentos nada mais são do que correias de transmissão doPT, dirigidas por pessoas que fazem uso da condição de pretensos líderes para não trabalhar. A sociedade brasileira acordou e não voltará a passividade de antes. Não há partido ou sindicato que a colocará em outro molde.”

No final de seu depoimento, o senador confunde-se e intitula o vice-presidente Michel Temer de presidente da república ao declarar total apoio ao enquadramento do governo atual na lei de crimes de responsabilidade.

“Eu espero que o presidente da república, o vice-presidente da república, Michel Temer, ao assumir, não esqueça de quem o fez presidente: a sociedade brasileira que quer decência e quer patriotismo. Eu tenho certeza que o vice-presidente não nos decepcionará.”

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