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Não desiste nunca: PT ainda aposta em novas ações na Justiça para livrar Dilma do impeachment

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DILMA ROUSSEFF JOS EDUARDO CARDOZO
José Cruz/ Agência Brasil
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Apesar de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki ter negado o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para paralisar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o PT ainda apostas em novas ações na Justiça.

As cinco questões de ordem apresentadas por governistas no início da sessão no plenário do Senado nesta quarta-feira servirão de base para novos mandados de segurança no Supremo, de acordo com petistas. Todos questionamentos foram negados pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).

"Vai servir de base para mostrar as ilegalidades desse processo", disse ao HuffPost Brasil o senador Paulo Rocha (PT-PA), líder da legenda na Casa. "Não há crime de responsabilidade", completou. A legenda deve esperar o resultado no Senado para avançar nos processos jurídicos.

No início da tarde de hoje, Teori negou liminar da AGU que alegava ilegalidade no processo de afastamento de Dilma por desvio de poder do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Na terça-feira, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo afirmou que essa não era a última "bala de prata". De acordo com ele, há outros argumentos jurídicos, como a suposta falta de argumentos para a admissibilidade do processo.

Dilma é acusada de crime de responsabilidade por dois motivos. A edição de decretos suplementares e as chamadas pedaladas fiscais, atrasos de repasses da União para bancos públicos. Quem defende o impeachment diz que houve operações de crédito, o que seria ilegal.

A estratégia do governo para novas ações no Supremo é a apresentar peças separadas com cada argumento. O objetivo é evitar que os pedidos, que são distribuídos por sorteio, caiam nas mãos de ministros anti-PT, como Gilmar Mendes.

O mesmo método foi adotado por deputados governistas durante a tramitaçao do processo na Câmara.

Questionamentos

"Não é interesse nosso atrasar esta sessão (...) só apelo para a oposição, porque temos direito de apresentar nossas questões de ordem, até porque, depois, se não forem aceitas, nós podemos fazer recurso ao Supremo Tribunal Federal", afirmou o senador Lindberg Farias (PT-RJ) no início das discussões.

Ele apresentou questão de ordem em que alega não haver argumento jurídico para justificar crime de responsabilidade de Dilma. Lindberg pediu a suspensão do processo até a análise das contas de Dilma de 2015, que ainda será julgado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo Congresso.

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) questiou a ausência de resolução da Câmara comunicando decisão sobre o processo. Já a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) pediu a suspeição do relator do processo, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).

Logo no início, a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) havia pedido a suspensão do impeachment até Teori julgar o mandado de segurança impetrado pela AGU na terça-feira.

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