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Gilmar Mendes suspende coleta de provas em investigação contra Aécio Neves

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AECIO NEVES
Ueslei Marcelino / Reuters
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Menos de 24 horas depois de autorizar a investigação, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu as diligências para coleta de provas do inquérito que investiga o senador Aécio Neves por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro em irregularidades na estatal de Furnas.

No despacho publicado nesta quinta-feira (12), o mesmo ministro afirmou que as informações prestadas pelo senador "podem demonstrar" que o inquérito aberto na quarta-feira (11) não tinha novas provas que o justificasse. O processo voltou para a análise de Rodrigo Janot, procurador-geral da República:

“O parlamentar alega que não há outras diligências requeridas que possam elucidar os fatos […] A petição do parlamentar pode demonstrar que a retomada das investigações ocorreu sem que haja novas provas. A petição do parlamentar pode demonstrar que a retomada das investigações ocorreu sem que haja novas provas, em violação ao artigo 18 do CPP e à Súmula 524 do STF — ‘Arquivado o Inquérito Policial, por despacho do Juiz, a requerimento do Promotor de Justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas."

Defesa

De acordo com o G1, em petição enviada ao Supremo nesta quinta, a defesa de Aécio Neves argumentou que outra investigação sobre o caso já havia sido arquivada pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, por se basear apenas em declarações do doleiro Alberto Youssef, que não teria provas concretas do envolvimento do senador em corrupção em Furnas, “sem conhecimento pessoal de fatos”.

Ainda segundo os advogados do político tucano, o novo inquérito havia sido aberto apenas levando em consideração a delação de Delcídio do Amaral, que disse não ter conhecimento de “quem são os operadores do esquema e como os repasses” eram feitos.

Entenda o caso

A suspeita é de que o senador teria recebido dinheiro ilegal proveniente de contratos de terceirização de empresas com Furnas, em conluio com Dimas Toledo, diretor da empresa.

A Procuradoria Geral da República, ainda, argumenta que Aécio Neves está envolvido em um esquema de lavagem do dinheiro recebido por meio de uma empresa de factoring (venda de títulos de crédito a terceiros) ligada à irmã dele, de acordo com artigo publicado no site Conjur.

Tais informações foram obtidas nas delações premiadas do doleiro Alberto Youssef e do ex-senador Delcídio do Amaral, que foicassado na terça-feira (10) pela Comissão de Ética do Senado.

Quem quiser acompanhar o inquérito 4.244, no STF, pode consultar o site do Supremo.

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