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Impeachment: Imprensa estrangeira lembra divisão, momento econômico ruim e baixa aprovação de Dilma

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dilma rousseff

"Fim do jogo para Dilma Rousseff. Uma maioria de 55 senadores votou, na quinta (12), pela suspensão do mandato da presidente e, assim, de seu afastamento do poder por até 180 dias. Ela é acusada pelos senadores de ter maquiado contas públicas. A senhora Rousseff será substituída, durante o dia, por seu vice-presidente, Michel Temer, a quem ela acusa de golpe de Estado institucional".

Este é o resumo feito pelo jornal francês Le Monde sobre o afastamento da presidente Dilma Rousseff decidido pelo Senado no início desta manhã após uma sessão de mais de 20 horas.

Em linhas gerais, a repercussão na imprensa estrangeira tentou mostrar que há dois entendimentos sobre o processo: o dos aliados da presidente afastada Dilma Rousseff e dos partidários de seu afastamento. Os principais veículos sempre lembram a baixa popularidade e o momento econômico turbulento pelo qual passa o Brasil.

“Dilma Rousseff suspensa de gabinete enquanto Senado vota impeachment” foi como o jornal britânico The Guardian estampou o afastamento da presidente brasileira. O jornal tem sido um dos mais opinativos em relação ao caso, tendendo sempre a contestar o processo. Desta vez, o Guardian foi mais maneiro: “a decisão é mais política do que jurídica”.

O jornal britânico lembra o julgamento da presidente que ainda ocorrerá: "Os juízes dela serão os senadores, muitos dos quais são acusados de sérios crimes".

O The New York Times lembra o momento tenso no Brasil, a crise política e até mesmo surto de zika no momento em que se prepara para receber os Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro.

O jornal americano escreveu que o Senado votou para suspender a presidente Dilma destituindo uma líder profundamente impopular, cujo destino político acabou encarnando a raiva generalizada da população a respeito da corrupção sistemática e da golpeada economia.

"Descrevendo os esforços para tirá-la do poder como um um golpe, a Senhora Rousseff, a primeira mulher a presidir o Brasil, rejeitou insistentemente os pedidos para que renunciar, e continuando a luta por se manter no comando da maior economia da América Latina, e a quinta mais populosa do planeta", escreveu o jornal americano.

Assim como boa parte dos principais veículos internacionais, o espanhol El País deu chamada principal ao assunto em sua home page.

Chamando a sessão de “histórica e extenuante”, o EL País comparou a votação no Senado à ocorrida na Câmara dos Deputados, no mês passado, e chocante fala de Jair Bolsonaro.

“A sessão plenária, exceto sua extensão de maratona, correu sem os excessos chocantes e com toque ridículos que marcaram a votação na Câmara, feita há semanas”. As falas dos senadores sobre o catastrófico ritmo da economia e a necessidade de mudar de governo para que a perspectiva mude foram citadas pelo periódico também.

O argentino Clarín foi em linha semelhante ao El País, ressaltando o tom político: "A sessão especial que começou ontem às 9h50, foi aberta pelo presidente do Senado, Renan Calheiros. Em sua fala, ele pediu aos companheiros que encarassem a jornada com "sobriedade" e "rapidez".

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