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Brasil pode piorar com o impeachment, diz New York Times

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DILMA ROUSSEFF
Suspended Brazilian President Dilma Rousseff addresses the audience after the Brazilian Senate voted to impeach her for breaking budget laws, at Planalto Palace in Brasilia, Brazil, May 12, 2016. REUTERS/Adriano Machado | Adriano Machado / Reuters
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Após o Senado determinar o afastamento da presidente Dilma Rousseff por até 180 dias, o jornal The New York Times publicou nesta sexta-feira (13) um editorial sobre a crise política, dizendo que as coisas podem ficar ainda piores no Brasil.

O texto se inicia dando destaque à fala da presidente na qual ela diz que pode ter cometido erros, mas não crimes. Mesmo pontuando que essa declaração é passível de debate, o NYT afirma que Dilma tem razão em questionar os motivos por ter sido afastada.

Apesar de criticar as habilidades políticas e de liderança da petista, o jornal deixa claro que não há contra ela evidências de enriquecimento pessoal ilícito, "enquanto muitos dos que orquestram sua saída são acusados em um grande esquema de corrupção e outros escândalos".

Ainda nesse sentido, o artigo cita que Michel Temer, presidente em exercício, poderia se tornar inelegível por 8 anos, já que o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, condenou o peemedebista por violar limites financeiros de campanha.

Democracia frágil

O editorial aponta que o Brasil vive sua pior recessão desde 1930 e que os rumos que a administração do país tem tomado podem prejudicar ainda mais uma democracia tão jovem. Além disso, é dada ênfase para o fato de que as "pedaladas fiscais", das quais Dilma é acusada, foram cometidas por outros

chefes do Executivo brasileiro, sem que esses enfrentassem processos de impedimento.

Quanto ao futuro do impeachment, o jornal americano afirma. "Se o Senado condenar Rousseff por má conduta financeira, o que é provável dado que 55 dos 81 senadores votaram para levá-la a julgamento, os políticos podem achar mais fácil voltar à política usual, de pagar para participar. Isso seria indefensável"

Para finalizar, o texto indica que os senadores que desejam tirar Dilma definitivamente do poder devem se lembrar de que ela foi "eleita duas vezes e de que o PT ainda tem um apoio considerável, especialmente entre os milhões que saíram da pobreza nos últimos 20 anos".

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