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Esta foto prova que nenhuma mulher deve ser obrigada a trabalhar o dia todo de salto alto

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Trabalhar o expediente todo em pé não é fácil. Imagine fazer isso usando salto alto. Agora, imagine que a empresa para a qual você trabalha obriga o uso dos sapatos de salto alto.

A maquiadora canadense Nicola Gavins decidiu ajudar uma amiga que trabalha como garçonete nessas condições.

Gavins denunciou no Facebook, no último dia 4, as condições de trabalho da amiga, funcionária de uma unidade da rede Joey Restaurants na cidade de Edmonton, Alberta.

Os pés da garçonete ficam assim após um dia de trabalho:

No post, Gavins explica que as garçonetes do restaurante só não usam sapatos com salto quando há restrições médicas.

"Os pés da minha amiga sangraram ao ponto de ela perder a unha de um dedão e, ainda assim, ela foi desencorajada e repreendida por seu gerente por colocar sapatos sem salto", escreveu. "Disse especificamente que saltos seriam exigidos no turno dela no dia seguinte."

Gavins conta também que toda mulher que trabalha para o Joey Restaurants deve comprar o próprio uniforme, por 30 dólares (em conversão do dólar canadense para reais, são R$ 82). Os homens, por outro lado, usam roupas pretas do guarda-roupa pessoal deles. "E não exigem deles o uso de salto alto", disse Gavins.

"Exigências sexistas, arcaicas e política totalmente nojenta", denuncia.

Além disso, a maquiadora fez uma atualização no post, contando que o estabelecimento deve pagamentos de turnos de treinamento a funcionários. "Isso é ilegal nas leis trabalhistas da Alberta (renúncia assinada ou não)."

A maquiadora compartilhou também a imagem abaixo. A flecha aponta para uma das regras do restaurante: os sapatos devem ser polidos e, as mulheres, têm que usar saltos de, no mínimo de 2,5 cm, e no máximo, 8 cm.

salto alto restaurante

A imagem dos pés ensanguentados viralizou e, como mostra o Attn, gerou grande revolta no Facebook. Nos comentários, muitas pessoas criticaram a Joey Restaurants e fizeram reclamações diretamente na página da rede.

Esta respondeu com um comunicado para o Attn, alegando que não faz as exigências citadas por Gavins. O único pedido que a empresa faz aos funcionários é do uso de sapatos pretos que sejam antiderrapantes, por questões de segurança.

"A partir disso, eles escolhem o que é confortável para eles", disse a representante da Joey.

O restaurante entrou em contato com a amiga de Gavins, para ouvir o ponto de vista dela. Depois disso, conversaram com todos os administradores e funcionários para reforçar as informações sobre vestimenta e o conteúdo dos materiais de treinamento, além das diretrizes e políticas da rede.

A respeito de pagamentos, eles asseguram que atuam de acordo com as leis locais.

"O que ficou claro deste incidente é que, internamente, faltou comunicação e entendimento sobre nossas diretrizes." A empresa reforçou, também, seu compromisso com a saúde, a segurança e o bem-estar de seus funcionários.

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