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'Fui feliz e sabia'. Ex-ministro desabafa e artistas falam que corte do Ministério da Cultura é economia 'pífia'

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O fim do Ministério da Cultura (MinC) confirmado ontem presidente em exercício Michel Temer rendeu reações na internet.

Sob as novas diretrizes, a cultura passa a fazer parte da Educação, no novo Ministério da Educação e Cultura, comandado pelo deputado federal José Mendonça Bezerra FIlho (DEM-PE).

Ontem, o ex-ministro Juca Ferreira, desafou no Facebook:

Hoje nos despedimos do Ministério da Cultura. Todos juntos, reafirmamos a centralidade da cultura no desenvolvimento do Brasil.

Exaltamos a diversidade cultural brasileira, traço de nossa singularidade, marca do nosso lugar no mundo.

Ao lado dos artistas e dos fazedores culturais, trabalhamos movidos pelo compromisso com a cidadania, pelo aprofundamento da democracia, na construção de um Brasil justo e generoso.

Eu fui feliz e sabia.


Nesta sexta-feira, é a vez da Associação Procure Saber (Djavan, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque) e do Grupo de Ação Parlamentar Pró-Música (GAP) - Sérgio Ricardo, Ivan Lins, Leoni, Frejat e Fernanda Abreu.


A partir de 1999, durante o governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso, o Ministério da Cultura foi reorganizado e sua estrutura ampliada, para que pudesse servir a projetos importantes, em especial nas áreas de teatro e cinema. Desde então o MinC vem se ocupando, de forma proativa, das artes em geral, do folclore, do patrimônio histórico, arqueológico, artístico e cultural do País, através de uma rede de institutos como o IPHAN, a Cinemateca Brasileira, a Funarte, o IBRAM, Fundação Palmares entre muitos outros. A partir da gestão de Gilberto Gil, o MinC ampliou o alcance de sua atuação a partir da adoção do conceito antropológico de cultura. O Programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura são iniciativas reconhecidas e copiadas em inúmeros países do mundo. O MinC passou a atuar também com a cultura popular e de grupos marginalizados, ampliando os horizontes de uma parcela expressiva de nossa população. Foi o MinC que conseguiu criar condições para que tenhamos hoje uma indústria do audiovisual dinâmica e superavitária.

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