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Última ação de ministro da Justiça e Cidadania como secretário de Alckmin foi posse de 2,8 mil novos policiais militares

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alexandre moraes

O ministro de Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, teve como uma das últimas ações como Secretário de Segurança Pública do governo Geraldo Alckmin (PSDB) participar da formatura de 2,811 novos policiais militares, no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. O evento aconteceu na quarta-feira, 11.

Segundo os dados oficiais, os novos PMs, que vão trabalhar no patrulhamento preventivo e ostensivo em todo o estado, foram selecionados em um concurso que contou com 42.994 inscritos para 2.848 vagas – uma média de 15 candidatos por cargo.

No Facebook, Geraldo Alckmin comemorou:

"A cerimônia de formatura dos policiais é um momento bonito e emocionante para esses homens e mulheres que, a partir de hoje, assumem o compromisso de garantir a segurança da população. Parabéns e bom trabalho".

pms

A distribuição dos novos oficiais será a seguinte: 1.219 na capital, 313 na Grande São Paulo e 788 no interior do estado.

Os paulistas contam com a maior Polícia Militar da América Latina. O governo Alckmin fala em um efetivo de 87,5 mil agentes, sendo que 21.602 novos policiais ingressaram na corporação desde 2011.

A primeira tarde do ministro

Alexandre de Moraes, disse ontem, após participar da cerimônia de posse de GIlmar Mendes como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que apoiará a Operação Lava Jato e vai combater a corrupção.

"Combate total à corrupção. A Lava Jato hoje é o simbolo desse combate à corrupção", afirmou Moraes.

Com o corte de ministérios promovido por Temer, a pasta da Justiça incorporou o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e Direitos Humanos, que foi extinto. Acontece que Moraes tem sua gestão criticada justamente pelo uso de força na dispersão de manifestantes em protestos.

Em janeiro, numa manifestação contra o aumento das passagens de ônibus, as redes sociais foram tomadas por imagens de manifestantes agredidos por policiais.

Perguntado sobre as críticas, Moraes negou:

"Não fui bastante questionado não. São dois, três jornalistas que questionam, não a população".

E exemplificou como deve ser uma ação no ministério:

"Como todo movimento social, o MTST [Movimento dos Trabalhadores sem Teto] tem todo o direito de se manifestar. Mas o A partir do momento que MTST, ABC ou ZYH serão combatidos a partir do momento em que deixam o livre direito de se manifestar para queimar pneu, colocar em risco as pessoas, que são atitudes criminosas".

Pelos próximos 180 dias, o comando do Executivo fica sob responsabilidade de Michel Temer. No mesmo dia em que tomou posse como presidente em exercício, Temer nomeou os ministros de sua gestão: todos homens, e vários deles acusados de corrupção.

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