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'Tentamos buscar mulheres, mas não foi possível', diz ministro Eliseu Padilha

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ELISEU PADILHA
José Cruz / Agência Brasil
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Questionado por jornalistas sobre a ausência de mulheres no primeiro escalão do governo de Michel Temer, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que "não foi possível" preencher os cargos com presença feminina.

"A composição de ministérios foi feita a partir de sugestão de partidos", afirmou Padilha, um dos ministros mais próximos de Temer. "Em várias funções nós tentamos buscar mulheres, mas não foi possível", completou.

A revista Azmina publicou uma lista de dez mulheres gabaritadas para ocupar a Esplanada.

Entre nomes técnicos, uma opção para Ciência e Tecnologia seria a neurocientista Suzana Herculano-Houzel. Dirige o Laboratório de Neuroanatomia Comparada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem seis livros publicados, foi colunista da Folha de São Paulo e teve um programa no Fantástico.

Na área econômica, a fundadora e presidente da rede Blue Tree Hotels, Chieko Aoki, poderia ficar à frente do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Em dez anos, ela transformou a rede em uma das maiores cadeias hoteleiras do país e benchmark em excelência de serviços no setor.

Já no meio político, a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) poderia ocupar o ministério das Cidades. Ex-prefeita de São Paulo, ela também foi ministra do Turismo e da Cultura em governos petistas.

Segundo escalão

De acordo com o ministro da Casa Civil, mulheres ocuparão cargos importantes. A chefia de gabinete de Temer, por exemplo, está sob o comando de Nara de Jesus. "Vamos incrementar a solicitação de que os partidos tragam mulheres para postos similares a status de ministério", disse.

Durante as conversas de composição da Esplanada peemedebista, as deputadas Mara Gabrilli (PSDB-SP) e Renata Abreu (PTN-SP) foram cotadas para pasta de Direitos Humanos. O ministério, contudo, foi fundindo com a Justiça.

A ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie também foi convidada para Controladoria Geral da União (CGU), atualmente Ministério da Transparência. De acordo com a Folha de São Paulo, ela recusou a proposta.

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