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Estudantes de Porto Alegre ocupam cinco escolas e professores estaduais decidem entrar em greve

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Depois das ocupações de escolas em São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás, o movimento dos secundaristas ganhou mais força: cinco escolas de Porto Alegre foram ocupadas por estudantes nesta semana, em busca de melhores condições para as escolas estaduais e o pagamento de repasses atrasados pelo governo do Rio Grande do Sul. Os professores gaúchos também decidiram entrar em greve contra o parcelamento de salários.

A primeira escola ocupada em Porto Alegre foi na última quarta-feira, na Escola Estadual Coronel Afonso Emílio Massot. Ontem, alunos de uma das instituições mais tradicionais do Estado, a Júlio de Castilho, também decidiram aderir ao movimento e estão acampados no prédio da escola, junto com os pais.

“A biblioteca e a informática há mais de dois não tem servidores para trabalhar nestas áreas. A gente está com as salas fechadas, não tendo acesso do aluno”, disse o vice-presidente do grêmio estudantil, Antônio Henrique Fonseca Porto.

Os alunos que ocupam a escola Agrônomo Pedro Pereira pedem a retirada de um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, que autoriza a parceria do governo gaúcho com entidades sem fins lucrativos em diversas áreas de ensino e gestão.

Desde o começo de 2015, o Rio Grande do Sul passa por uma grave crise financeira, o que tem obrigado o governo do Estado a parcelar os salários do servidores e conter os gastos. Nesse cenário, os professores estaduais decidiram entrar em greve a partir de segunda-feira.

A presidente do sindicato, Helena Schurer, diz que essa paralisação deverá ser diferente porque vai contar com a resistência dos estudantes dentro das escolas.

"Não vai ser uma greve igual as outras. Podemos ter, inclusive, alunos dentro das escolas, mas não tendo aula nem chamada. A participação deles é momento emocionante e de muito orgulho"

Em nota, a Secretaria de Educação diz que está monitorando as ocupações e que tenta o diálogo antes de adotar outras medidas. O governo do Rio Grande do Sul informou que depositou R$ 5 milhões na conta de escolas estaduais, que era o montante previsto para o mês de março - ainda há dois meses atrasados. Muitas unidades, no entanto, afirmam que não receberam nenhum repasse referente a 2016.

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