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Em discurso, Obama critica populismo de Donald Trump: 'A ignorância não é uma virtude'

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OBAMA E TRUMP
Montagem/Getty Images
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou ontem (15), sem nomeá-lo, o populismo do candidato republicano à sua sucessão Donald Trump, durante uma cerimônia de entrega de diplomas na universidade Rutgers, perto de Nova York.

Obama convidou os estudantes a não pensar numa hipotética idade de ouro norte-americana. Ele considerou que os "bons velhos tempos não tinham sido assim tão bons", citando a discriminação racial, a pobreza ou o lugar das mulheres na sociedade.

"O mundo nunca esteve tão interligado (...) construir muros não mudará nada", declarou Obama, numa referência à proposta de Trump de construir um muro na fronteira com o México.

Sem nunca nomear o nome do republicano, o presidente norte-americano acrescentou que nenhum muro poderá deter as epidemias de Zika ou Ébola, ou resolver os problemas de competitividade relacionados com a globalização.

"Isso não vai melhorar nossa economia ou nossa segurança. Isolar ou denegrir muçulmanos, ou sugerir que sejam tratados de forma diferente nas fronteiras é contrário não só aos nossos valores, mas também aquilo que somos", afirmou.

Diplomas

"Isso contradiz o fato de nosso crescimento, nossas inovações, nosso dinamismo terem sido sempre alimentados pela nossa capacidade de atrair os melhores dos quatro cantos do planeta", acrescentou.

Barack Obama denunciou os políticos que rejeitam, em nome do politicamente correto, a ciência e a razão. "Na política, como na vida, a ignorância não é uma virtude", afirmou.

O presidente norte-americano participou da cerimónia de entrega de diplomas da Universidade Rutgers, onde, em 2014 e após um protesto de estudantes, foi cancelada a presença da republicana Condoleezza Rice, ex-secretária de Estado do presidente George W. Bush, devido a seu papel no início da guerra do Iraque.

"Na minha opinião parece-me errado pensar que esta comunidade ou este país nada podem aprender com sua intervenção e que seja benéfico não lhe dar a palavra", criticou o presidente democrata.

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