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Após pressão, aliado de Eduardo Cunha é escolhido líder do governo Temer na Câmara

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eduardo cunha

O chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, confirmou nesta quarta-feira a escolha do deputado André Moura (PSC-SE) para a liderança do governo na Câmara. O parlamentar é aliado do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O grupo ligado a Temer preferia a nomeação de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para o posto.

Fortalecidos com o processo de impeachment, partidos nanicos e do chamado Centrão, determinantes até agora no afastamento de Dilma Rousseff, formalizam nesta quarta-feira um novo bloco na Câmara que será composto por 225 parlamentares de 13 partidos (PP, PR, PSD, PRB, PSC, PTB, Solidariedade, PHS, PROS, PSL, PTN, PEN e PTdoB). Com isso, será o maior da Casa, que tem 513 deputados, e, portanto, com maior cacife para levar as reivindicações do grupo ao presidente em exercício Michel Temer.

andré moura

O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ajudou a articular a formação do novo bloco, que inclui o chamado baixo clero da Casa. Os partidos do Centrão foram disputados por Temer e Dilma durante a tramitação do impeachment na Câmara e negociaram cargos com os dois lados. Temer deu a eles vagas importantes na Esplanada e no segundo escalão do novo governo.

Temer reuniu-se com o grupo nesta terça mesmo. O "novo Centrão" chegou a levar o pedido para a indicação de Moura para a liderança do governo, mas Temer não se decidiu.

O 'Centrão' se autodenomina representante de cerca de 300 deputados, o que significaria o maior "bloco" na Casa.

"Entendemos que ele tem uma boa interlocução e essa proximidade com todos os partidos e deputados certamente facilitará muito a sua locução para aprovar as medidas que são necessárias", disse o deputado Jovair Arantes (GO), líder do PTB, logo após a reunião.

'Mãos dadas'
Na reunião, Temer manifestou, segundo Geddel, apreço "de governar de mãos dadas ao Congresso" para agilizar votações de medidas provisórias e da revisão da meta fiscal. O presidente em exercício, no entanto, não estabeleceu uma pauta específica de prioridades para votações.

Com a indefinição, a sessão de terça da Câmara acabou sem nenhuma votação, mesmo com quatro medidas provisórias ainda do governo Dilma trancando a pauta. A reunião do colégio de líderes prevista para a tarde de terça acabou adiada para quarta, quando a expectativa é de que o novo líder já esteja definido.


Com informações Estadão Conteúdo

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