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Hábil e impaciente: Conheça Geddel, ministro da articulação política de Temer

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GEDDEL VIEIRA LIMA
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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Habilidoso e impaciente. Este é o ministro da Secretaria de Governo do presidente em exercício Michel Temer. Geddel Vieira Lima é conhecido por controlar como poucos os rumos do PMDB. A proximidade com o presidente em exercício Michel Temer, na presidência do partido desde 2001, e com Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara dos Deputados (PMDB-RJ), lhe garantiu presença entre os parlamentares mesmo sem ter mandato.

Geddel, assim como outros integrantes do PMDB, já foi um grande aliado do governo petista. Ministro da Integração no governo Lula, o baiano rompeu com os petistas para disputar o governo da Bahia em 2010 e concorrer contra Jaques Wagner (PT). Foi aí que começou a briga com a então candidata Dilma Rousseff.

De acordo com aliados de Geddel, a presidente afastada teria prometido ao peemedebista não subir no palanque de nenhum candidato em troca de apoio. Com o apoio consolidado, Dilma foi à Bahia e subiu no palanque de Jaques.

“Na política, o essencial é cumprir acordo, é ter palavra. E ela mostrou logo no primeiro momento que não tinha palavra”, resume o deputado Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel.

Apesar da primeira impressão negativa, política é a arte de romper e recompor. Isto garantiu a Geddel a vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica no primeiro mandato do governo da petista. Cargo ao qual ele pediu à Dilma exoneração pelo Twitter e, em seguida, argumentou que sairia do governo para apoiar um candidato contra os petistas no governo baiano.

Fora do governo, Geddel teve papel central no avanço do impeachment de Dilma. A habilidade em fazer acordos foi o seu principal aliado. O ministro, porém, é impaciente e tem pavio curto. Na coletiva de imprensa sobre as Olimpíadas, o ministro perdeu a paciência com os repórteres e abandonou a mesa, deixando outros dois ministros para terminar de responder os questionamento.

Embora a presidência do partido estivesse nas mãos de Temer, Geddel o vigiava como ninguém. Em 2012, desconfiado que Temer andava muito governista, Geddel emplacou um aliado na executiva da legenda para controlar os passos do atual presidente em exercício e colocar um freio nas ações governistas. O escolhido para a missão foi Eduardo Cunha. E o fim da história todos já conhecem.

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