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Ana Paula Valadão responde às críticas: 'Aprendi com Jesus a amar meus inimigos'

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Ana Paula Valadão ainda insiste em passar vergonha nas redes sociais.

A pastora e vocalista da banda gospel Diante do Trono, na última sexta-feira (20), propôs no Facebook um boicote à loja de roupas C&A, que recentemente lançou a campanha "Dia dos Misturados" para o Dia dos Namorados.

Na propaganda, homens e mulheres, em casais, trocam de roupa entre si. O vídeo – que você pode ver mais abaixo – mostra um letreiro dizendo "misture, ouse, experimente".

Valadão mandou um textão na rede social, em que ela se diz "chocada" com a "ousadia" da marca e indignada com a "passividade das pessoas em aceitarem a imposição da ideologia de gênero (sic)".

Ela conclui o post com as hashtags LGBTfóbicas "#‎DeusFezHomemEMulher",‬ ‪"#‎FamíliaÉHomemEMulher"‬, ‪"#‎HeteroSexualidade"‬ e ‪"#‎MonogamiaHeterosexualÉSexoSeguro".

Após isso, a cantora recebeu em suas redes uma verdadeira enxurrada de críticas.

Nesta segunda-feira (23), ela voltou a transbordar preconceitos no Facebook, postando um vídeo em que ela responde aos comentários.

"Os últimos dias têm sido interessantes", diz a cantora, "desde que eu me posicionei a favor da família tradicional e contra a imposição da ideologia do gênero".

Sorrindo e usando um tom afável incapazes de esconder seu preconceito e desinformação gritantes, ela continua:

"Eu quero dizer para você, que tem respondido, com palavras tão agressivas nas redes sociais, que eu aprendi com o senhor Jesus a amar os meus inimigos e a orar pelos que me maldizem, pelos que me perseguem".

Ela agradece aos cristãos que a apoiam e enfatiza que a "palavra de Deus" é imutável, independente de mudanças de época e gerações. "Os princípios da palavra são eternos."

"O senhor Jesus veio ao mundo com amor e verdade. Vamos continuar falando a verdade em amor."

Infelizmente, Valadão não chega a explicar no vídeo como se dá a tal "imposição da ideologia de gênero", o que é de fato a "ideologia de gênero", ou seu ponto de vista sobre o que é "amor" ou "verdade".

Mas o que não precisa de explicação é a incapacidade da cantora de fazer uma autocrítica e entender que opinião é diferente de preconceito – e que usar crenças religiosas par agredir uma minoria é injustificável.

Este é o vídeo da C&A que deixou Valadão tão indignada:

A loja publicou um comunicado no post do vídeo, no dia 20: "Livre de todo e qualquer tipo de preconceito e estereótipo, o novo filme faz um novo convite à mistura de atitudes, cores e estampas como forma de expressão".

"A C&A reforça que o respeito à diversidade, inclusive de opiniões, sempre foi um dos princípios da marca."

É isso o que Valadão precisa aprender, pelo visto.

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