Huffpost Brazil

Temer defende moralidade pública e diz que já tratou com bandido quando foi secretário em São Paulo

Publicado: Atualizado:
BRAZIL
Ueslei Marcelino / Reuters
Imprimir

Um dia após o ministro do Planejamento, Romero Jucá ser afastado do cargo por suspeita de tentantiva de barrar a Lava Jato, o presidente em exercício, Michel Temer, defendeu a moralidade pública e disse que já "tratou com bandido" quando foi secretário de Segurança de São Paulo.

“Nós não vamos impedir a apuração (de possíveis crimes) com vistas na moralidade pública”, afirmou antes de anunciar a líderes da base medidas econômicas a serem enviadas ao Congresso.

Sem citar o nome de Jucá, Temer afirmou que seu governo não articula para barra investigações porque um poder não pode interferir no outro.

Ao rebater críticas de que tem voltado atrás, o peemdebista afirmou que não é sinal de fragilidade e que está preparado para conduzir o Executivo. "Eu fui secretário de segurança pública duas vezes em São Paulo e tratava com bandido, então eu sei o que fazer com o governo", disse.

Sobre a revisão da meta fiscal a ser votada hoje no Congresso, o presidente em exercício pediu uma atuação responsável da oposição. Ele negou acusações de “golpismo” em seu governo.

“Quero refutar aqueles que todo instante pretendem dizer que houve ruptura com a Constituição. Isso não é verdade”, afirmou. “Quero deixar isso claro porque nós temos sido vítimas de agressões, uma agressão psicológica, para ver se amedronta o governo. Nós não temos a menor preocupação com isso”, completou.

O peemedebista lembrou os protestos de 2013 e disse que as manifestações perderam a legitimidade após a atuação de blackblocks. Ele fez uma comparação com a atuação de movimentos contrários ao governo hoje.

“Os movimentos (de 2013) perdem a densidade quando surgiram os blackblocks porque exatamente quando há uma agressão, quando sai dos limites da lei, o movimento democrático perde significado”, afirmou.

A residência do presidente em exercício em São Paulo tem sido alvo de protestos. Manifestantes têm sido retirados constantemente do local pela polícia militar.

Apesar de dizer que respeita o caráter interino de sua gestão, Temer afirmou que é preciso “pacificar o país” e trabalhar para sair da crise. “Não podemos permitir a guerra entre brasileiros", disse.

O peemdebista afirmou ainda que acredita estar cumprindo uma missão divida por ter assumido a presidência da República. “Tenho a impressão... acho que Deus colocou na minha frente para que eu cumpra essa missão, para que eu ajude a tirar o País da crise.”

LEIA TAMBÉM

- Após Jucá, governo Temer já teme novas revelações e conversas gravadas

- CINCO fatos que mostram que Romero Jucá é o Delcídio do PMDB

- Temer: 'Conto que Jucá continuará auxiliando com sua imensa capacidade política'

Também no HuffPost Brasil:

Close
SP: Manifestação contra Michel Temer reúne milhares
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual

Sugira uma correção