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Pressionado por Sarney, Temer faz mea culpa e dá posse a ministro da Cultura

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CALERO E TEMER
Valter Campanato/Agência Brasil
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Pressionado pelos correligionários, o ex-presidente José Sarney e o presidente do Senado, Renan Calheiros, o presidente em exercício Michel Temer fez uma mea culpa na cerimônia de recriação do Ministério da Cultura, com a posse do ex-secretário de Cultura do Rio de Janeiro Marcelo Calero para o comando da pasta.

Além da pressão dos peemedebistas, que ameaçaram articular a recriação da pasta no Congresso, a classe artística também reagiu a ideia inicial de Michel Temer de incluí-la sob o guarda-chuva do Ministério da Educação.

"Verifiquei desde os primeiros instantes que, na verdade, a cultura era um setor tão fundamental do país que não deveria ficar apartada da educação”, discursou.

No discurso, o novo ministro evitou entrar na polêmica da recriação da pasta e fez uma leitura diplomática:

“Estaremos sujeitos sempre a aquilo que a sociedade demanda, nunca a serviço de um projeto de poder. O financiamento público é uma ferramenta imprescindível para que a cultura cumpra sua tarefa elementar de sustentação da nacionalidade”

Calero prometeu ser o ministro do diálogo e ressaltou em mais de um momento que a cultura não tem partido.

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