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Governo Temer enfrenta primeiro teste no Congresso nesta terça-feira com votação da meta fiscal

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ROMERO JUCA MICHEL TEMER RENAN CALHEIROS
Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
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O governo do presidente em exercício Michel Temer enfrenta nesta terça-feira o primeiro teste no Congresso Nacional. O objetivo é aprovar a revisão da meta fiscal de 2016 para um déficit de R$ 170,5 bilhões.

Caso a mudança não seja aprovada até 30 de maio, as atividades do Executivos são paralisadas.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) afirmou que irá convocar uma sessão conjunta do Congresso para 11h, a fim de agilizar a votação, anteriormente marcada para 16h. Antes da meta, os parlamentares precisam apreciar 24 vetos presidenciais.

"Eu vou ajudar o governo Temer da mesma forma que ajudei o governo Dilma. Não é o Michel, é o Brasil, é o interesse nacional. (...) Hoje o Temer é o Brasil", afirmou Renan após reunião com Temer.

O presidente em exercício foi pessoalmeente ao Congresso, acompanhado do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e da Casa Civil, Eliseu Padilha, entregar a revisão da meta.

A equipe da presidente afastada, Dilma Rousseff, tinha enviado ao Legislativo uma proposta que pedia autorização para um déficit de até R$ 96,6 bilhões.

A diferença entre os valores é que a equipe do PMDB não contou com medidas legislativas ainda a serem aprovadas, como redução de custos da máquina pública ou aumentos de tributação.

Afastado do ministério do Planejamento após divulgação de gravação em que fala em pacto para barrar a Lava Jato, Romero Jucá negou que sua saída possa prejudica a votação. O peemedebista trabalhou tanto na revisão da meta quanto na articulação com o Congresso.

“A meta é uma meta de governo que foi feita por mim e pelo Meirelles. É técnica e um dado de responsabilidade, portanto vamos aprovar a meta”, afirmou logo após anunciar seu afastamento.

A oposição, agora liderada pelo PT, prometeu fazer obstrução da sessão. “Não devemos permitir que isso seja votado, principalmente porque estamos com uma crise no Ministério do Planejamento, que é condutor desse processo”, disse à Agência Brasil a senadora Gleisi Hoffmann.

Nas sessões conjuntas de apreciação de vetos, é preciso que mais da metade dos deputados e dos senadores estejam presentes para iniciar os trabalhos.

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