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Ministério de Michel Temer repleto de homens faz Brasil despencar 22 posições em ranking de igualdade de gênero

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TEMER MINISTERS
Adriano Machado / Reuters
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Uma mulher foi afastada da presidência. Entrou no seu lugar, o vice e agora presidente em exercício, Michel Temer. Acontece que o ministério anunciado por ele foi ainda mais negativo para a igualdade de gênero, eliminando todas as mulheres e mantendo um primeiro escalão do governo formado completamente por homens.

Como isso se reflete? Foi o que a BBC Brasil quis saber com o Fórum Econômico Mundial. E a mudança é drástica.

Com a retirada das mulheres dos cargos de comando - o que rendeu reclamações nas redes sociais e da oposição -, Temer fez o País regredir 22 posições no Índice Global de Desigualdade de Gênero.

Explica a repórter Marina Wentzel, da BBC Brasil:

A ausência de mulheres no comando de ministérios do governo do presidente interino Michel Temer pode levar o Brasil a despencar 22 posições no ranking de igualdade de gênero do Forum Econômico Mundial.

O ranking, conhecido como Índice Global de Desigualdade de Gênero, é publicado anualmente - a próxima edição deve ser divulgada no segundo semestre deste ano.

A pedido da BBC Brasil, a organização calculou o impacto imediato de um gabinete composto somente por homens na posição do Brasil na lista, e constatou que este cairia da 85ª posição para a 107ª no cômputo geral.

Se todos os outros parâmetros se mantivessem estáveis, "somente a mudança no gabinete faria a posição do Brasil despencar de 85 para 107 dentre os 145 países, e no nosso sub-índice de Empoderamento Político de 89 para 139" afirmou Saadia Zahidi, chefe para Iniciativas de Gênero e Emprego do Fórum.

"Rebaixada" à secretaria, as mulheres sondadas para a pasta da Cultura acabaram negando o cargo. Logo depois, já com o status de Ministério de volta, Temer escolheu Marcelo Calero, outro homem, para comandar a pasta.

Nesta quarta-feira, foi a vez de Miriam Belchior, ex-ministra do Planejamento, ser exonerada do governo federal da presidência da Caixa Econômica Federal.

Até aqui, entre as poucas mulheres proeminentes do governo provisório, os destaques são a executiva Maria Silvia Bastos, ex-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional, e agora comandante do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Chefe do Gabinete Presidencial, Nara de Deus, e a Secretária de Direitos Humanos, Flávia Piovesan.

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