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Mesmo afastado, Cunha quer voltar a frequentar gabinete

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EDUARDO CUNHA
President of Brazil's Chamber of Deputies Eduardo Cunha gestures during the appointment of a committee stacked with opponents of President Dilma Rousseff at the National Congress in Brasilia, Brazil, December 8, 2015. The lower house of Brazil's Congress voted on Tuesday to appoint a committee stacked with opponents of Rousseff to report on whether to impeach her, a setback for the leftist leader who is battling for political survival. In a secret ballot, lawmakers voted 272-199 for a list of co | Ueslei Marcelino / Reuters
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O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que possa voltar a frequentar o seu gabinete na Câmara. O caso vai ser avaliado pelo ministro Teori Zavascki, responsável pela Lava Jato na Corte.

Na peça, os advogados de Cunha sustentam que o mandato dele foi suspenso, mas que ele continua com "diretos políticos preservados" e, por ainda ser filiado ao PMDB, "não está impedido de exercer atividade partidária, como qualquer cidadão".

Por isso, a defesa pede que Cunha possa se dedicar ao "exercício da atividade partidária, desvinculada de exercício próprio do mandato parlamentar, inclusive com a possibilidade de frequentar o seu gabinete".

Na peça, os advogados destacam que ele tem ciência do que não pode fazer, ou seja, de que não vai poder participar de reuniões e sessões, fazer uso da palavra, propor ou votar projetos e participar de Comissões.

Na semana passada, o peemedebista afirmou que voltaria a despachar do seu gabinete pessoal de deputado.

A declaração não foi bem-recebida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, autor do pedido de afastamento de Cunha. Interlocutores de Janot afirmaram que atitude poderia ser vista como um desrespeito à decisão do Supremo e poderia até mesmo resultar em um pedido prisão do peemedebista.

No início do mês, o STF determinou, em decisão unânime, o afastamento de Cunha do cargo e, consequentemente, da presidência da Câmara. A acusação foi que ele teria usado o cargo para atrapalhar investigações da Operação Lava Jato e o andamento do processo que o investiga no Conselho de Ética.

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