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FOTOS: Miles Davis completaria 90 anos se estivesse vivo, mas seu impacto é eterno

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MILES DAVIS
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Miles era o melhor. Talvez não haja, na história da música, um nome que simbolize tantas revoluções quanto Miles Davis.

Perguntado, durante um jantar na Casa Branca em 1987, sobre o que havia feito para merecer estar em um lugar tão ilustre, ele respondeu, sem falsa modéstia: "Bem... Eu mudei a música cinco ou seis vezes".

Sua história é um poço sem fundo de controvérsias: Batia na mulher, quase perdeu a vida para a heroína, humilhava publicamente seus colegas músicos, foi alvo de diversas acusações de plágio -- uma delas, inclusive, comprovada, era uma pessoa tida como intratável.

Mas sim, mudou a música cinco ou seis vezes. Filho de uma família negra de classe média -- seu pai era dentista em East St. Louis, no Illinois -- Miles começou a fazer aulas de trompete aos 13 anos. Aos 18, já tocava profissionalmente em uma banda ao lado de outros dois gênios do bebop: Dizzy Gillespie e Charlie Parker.

Sua primeira guinada foi abandonar o ritmo quente e alucinado do bebop, gênero marcado pela profusão de notas e pela complexidade harmônica que estava em voga nos anos 40.

Com isso, Miles deixava de ser um trompetista regular de bebop para se tornar o pai do cool jazz, cujo álbum fundamental é Birth of The Cool. A metralhadora de sons do bebop dava lugar a poucas, longas e bem escolhidas notas.

Em seguida, tornou-se proeminente na cena de hard bop, versão mais lenta e pesada do bebop, já conhecido por sua abordagem "cool" de tocar.

A próxima mudança de rota foi se libertar da rigidez da harmonia tonal. Em termos leigos, Miles passou a, literalmente, tocar "fora do tom". A maior marca do chamado jazz modal é, também, um dos maiores discos da história da música: Kind of Blue.

A guinada seguinte foi o cruzamento entre jazz, funk e rock: nascia o fusion, cujo álbum símbolo é Bitches Brew. Baixo acústico e piano davam lugar a instrumentos elétricos como a guitarra, os sintetizadores e os órgãos.

Dos anos 80 em diante, Miles passa a experimentar recursos como os loops e os samples, se aproximando, inclusive, do hip hop. Em setembro de 1991, Miles morreu devido a complicações respiratórias. Deixou um legado sem igual na música popular.

Veja, abaixo, fotos do ídolo que completaria 90 anos nesta quinta-feira (26):

  • Miles Davis, em 1947
    Getty
  • Miles Davis, em 1948
    Getty
  • Miles Davis, em 1950
    Getty
  • Miles Davis, em 1951
    Getty
  • Miles Davis, em 1956
    Getty
  • Miles Davis, em 1956
    Getty
  • Miles Davis, em 1958
    Getty
  • Miles Davis, em 1959
    Getty
  • Miles Davis, em 1959
    Getty
  • Miles Davis, em 1959
    Getty
  • Miles Davis, em 1959
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  • Miles Davis, em 1959
    Getty
  • Miles Davis, em 1960
    Getty
  • Miles Davis, em 1962
    Getty