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'Quando acordei tinha 33 caras em cima de mim', diz menina que foi estuprada no Rio

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"Só quero ir pra casa". Essas foram as primeiras palavras da menina de 16 anos, que foi vítima de um estupro coletivo no Rio de Janeiro. A jovem foi transferida hoje à tarde para o setor de ginecologia do Hospital Maternidade Maria Amélia para realizar novos exames.

"Quando acordei tinha 33 caras em cima de mim", disse a vítima em entrevista ao jornal O Globo. Ela tentou fugir diversas vezes do hospital.

O estupro aconteceu na última sexta-feira, no Morro São João, em Praça Seca. Toda a família da adolescente está muito abalada. O pai, que pediu para não ser identificado, disse que a filha está "tão traumatizada que só conseguia chorar. "Ela foi num baile, prenderam ela lá e fizeram essa covardia. Bagunçaram minha filha e quase mataram ela. Estava gemendo de dor", disse.

A Rádio CBN entrevistou a avó da jovem. Ela contou que a neta chegou a desmaiar durante os abusos.

"O vídeo é chocante, eu assisti.Ela está completamente desligada. Ela tinha umas coleguinhas á, mas nessa hora ninguém apareceu."

Um vídeo foi divulgado na internet com as imagens do crime. É possível ouvir frases de incentivo explícito à violência foram gravadas e divulgadas para expor, ainda mais, a vítima. Ativistas reagiram com indignação e criaram a hashtag #QueroUmDiaSemEstupro.

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Municipal do Rio de Janeiro (CDDH) está investigando o caso. Em nota, o órgão informou que exige rapidez e rigor na apuração e identificação dos envolvidos no crime.

"Trata-se de um ato de barbárie e covardia. A agressão a esta jovem é também uma agressão à todas as mulheres. Estamos assistindo crescente desumanização e desrespeito ao outro. As maiores vítimas têm sido as mulheres. Nossa solidariedade à jovem violentada, à sua família e à todas as mulheres", diz a nota assinada pelo vereador Jefferson Moura (Rede).

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