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'Todas podemos um dia passar por isso. Não, não dói o útero e sim a alma', diz vítima de estupro coletivo

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A adolescente de 16 anos vítima de um estupro coletivo na Zona Oeste do Rio de Janeiro agradeceu o apoio nas redes sociais e lembrou que qualquer mulher está sujeita à violência.

“Todas podemos um dia passar por isso .. Não, não doi o útero e sim a alma por existirem pessoas cruéis sendo impunes !! Obrigada ao apoio”, escreveu, de acordo com o G1.

Na noite desta quinta-feira, ela já havia se manifestado. “Obrigada pelo apoio de todos. Realmente pensei que seria julgada mal”, escreveu.

De acordo com as investigações, a jovem foi violentada por 33 homens armados. A polícia já pediu a prisão de quatro homens: Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20 anos, com quem a adolescente tinha um relacionamento, Marcelo Miranda da Cruz Correa, de 18 anos, Michel Brazil da Silva, de 20, e Raphael Assis Duarte Belo, de 41.

Segundo relatos da família da vítima, Lucas teria um relacionamento com a jovem e atuou de forma premeditada. Ele está foragido desde quinta-feira.

O jovem é jogador do time de futebol carioca Boavista, com quem tem um contrato até dezembro, de acordo com o Globo Esporte.

O gestor da agremiação, João Paulo Magalhães, disse ao jornal que o caso está em análise pelo jurídico. “Estou chocado. Oficialmente, o Boavista, assim como todo o Brasil, espera que todos os culpados paguem por essa coisa horrível sem precedentes que aconteceu.”

De acordo com o advogado de Marcelo, Igor Luiz Carvalho, seu cliente não sabia que as imagens se tratavam de uma cena de estupro. "Não tem razoabilidade de mandar prender alguém por divulgar um vídeo. Eu não concordo com esse pedido de prisão. Ele [Marcelo] não sabia que se tratava de uma vítima de estupro, menos ainda que era menor de idade”, disse ao G1.

De acordo com Carvalho, ele não conhecia a vítima ou os suspeitos. “Ele não sabia que era uma imagem não consentida. Ele imaginou que era um desejo da própria pessoa, porque tem várias pessoas que pedem para tirar foto nessas situações”, completou.

Qualquer pessoa que tenha informações nesse crime deve entrar em contato com o Dique-Denúncia através do telefone (21) 2253-1177.

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